Mulheres
deira. Sentei-me ao lado dela. Acendeu um…
deira. Sentei-me ao lado dela. Acendeu um cigarro. «Chamo-me Hank», disse eu. «Sou a Elsie», disse ela. Encostei a minha perna às dela e, muito devagar, ia com ela para a frente e para trás. «Trabalho numa loja de ferragens», disse eu. Elsie não respondeu.
«O filho da puta deixou-me», acabou por dizer. «Odeio-o, meu Deus. Não imaginas como o odeio!»
«Acontece a toda a gente umas seis ou oito vezes.»
«Talvez, mas isso não me vale de nada. Só quero matá-lo.»
«Acalma-te.»
Agarrei-lhe no joelho e belisquei-o. Estava tão teso que me doía. Estava quase a vir-me.
«Cinquenta dólares», disse Elsie.
«Para quê?»
«Tudo o que quiseres.»
«Trabalhas aqui no aeroporto?»
«Sim, vendo biscoitos aos rapazinhos.»
«Desculpa. Pensei que estivesses com problemas. Tenho de estar com a minha mãe dentro de cinco minutos.»
Levantei-me e afastei-me. Uma puta! Quando olhei para trás, Elsie tinha outra vez os pés sobre a cadeira e mostrava as coxas todas. Quase voltei atrás. Raios te partam, Tanya.
O avião de Tanya fez a aproximação à pista e aterrou sem se despedaçar. Eu estava de pé e esperava, um pouco atrás de outras pessoas que esperavam. Como seria ela? Não quis pensar com que me pareceria eu. Os primeiros passageiros saíram, e eu esperava.
Oh! Olha para aquela\ Se fosse a Tanya!
Ou aquela outra. Meu Deus! Aquelas coxas. Vestida de amarelo, a sorrir.
Ou aquela ali... na minha cozinha a lavar pratos.
Ou aquela acolá... a gritar-me, com uma teta de fora.
Havia boas mulheres naquele avião.
Senti alguém bater-me nas costas. Voltei-me e atrás de mim estava aquela criança. Parecia ter dezoito anos, tinha um pescoço elegante e comprido, ombros um pouco arredondados, nariz
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