Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 69 de 247

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Mulheres

do. Joanna Dover entrou no filme. Uma…

do. Joanna Dover entrou no filme. Uma mulher alta, rica. Culta e maluca. Ela e Arnold meteram-se em negócios. Joanna Dover ocupava-se das artes como outros da prospecção industrial. Ela descobria artistas desconhecidos em vias de se tornarem célebres, comprava-lhes as telas a baixo preço e vendia-as a preços altíssimos quando se tornavam conhecidos. Tinha olho para aquilo. E um corpo magnífico de um metro e oitenta. Começou a encontrar-se frequentemente com Arnold. Numa noite Joanna foi procurar Arnold, com um luxuoso vestido. Katherine percebeu que Joanna era o verdadeiro negócio. Se bem que ela os acompanhasse quando saíam. Formavam um trio. Arnold era muito pouco dado ao sexo, por isso Katherine não se preocupava com aquilo. Preocupava-se, sim, com os negócios. Quando Joanna saiu de cena, Arnold entregou-se cada vez mais à coca. As corridas de ambulância tornaram-se mais frequentes. Katherine acabou por pedir o divórcio. Contudo, continuava a encontrar-se com ele. Todas as manhãs, às dez e meia, ela ia ao escritório beber um café para justificar o dinheiro, que ele lhe dava, e que lhe permitia manter a casa. Jantavam de quando em quando, mas nada de sexo. Ele precisava dela e ela sentia instintos protectores em relação a ele. Katherine acreditava na alimentação racional e só comia galinha e peixe. Era uma mulher bonita.

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Um ou dois dias mais tarde, por volta da uma da tarde, bateram à minha porta. Era um pintor, Monty Riff, foi o que me disse. E acrescentou que eu me embebedava regularmente com ele quando eu vivia em DeLongpre Avenue.

«Não me lembro de ti», disse eu. «Ia muitas vezes com Dee Dee.» «Ah, sim? Então entra». Monty trazia uma embalagem de cervejas e uma alta e fabulosa mulher.

«Esta é a Joanna Dover.»

«Não fui à sua leitura em Houston», disse ela.

«Laura Stanley falou-me de si.»

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