Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 164 de 247

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minhas mãos nos seus seios. Desentesei-me, mas…

minhas mãos nos seus seios. Desentesei-me, mas os seus seios continuaram duros.

No dia seguinte esteve bastante calor e continuámos a beber. Telefonei para encomendar comida. Liguei a ventoinha. Não falámos muito. Estas jovens alemãs gostavam de beber. Depois saíram ambas para a varanda e sentaram-se no velho sofá Hilda em calções e soutien e Gertrude em cuecas cor-de-rosa e sem soutien. Max, o carteiro, apareceu. Gertrude aceitou o meu correio. O pobre do Max quase desmaiou. Vi o desejo e a incredulidade nos seus olhos. Mas, pelo menos, ele tinha um seguro de trabalho...

Por volta das duas da tarde, Hilda disse-me que ia dar uma volta. Gertrude e eu entrámos para casa. Por fim, aconteceu. Estávamos na cama e abrimos os fechos. Depois fomos directamente ao assunto. Deitei-me por cima dela e enfiei-o. Mas ele virava para a esquerda, como se houvesse uma curva. Isto só me tinha acontecido com uma outra mulher - mas tinha sido óptimo. Depois comecei a pensar, ela está a gozar-me, não estou dentro dela. Por isso tirei-o e voltei a meter. O meu caralho entrou e voltou-se bruscamente para a esquerda. Que merda. Das duas, uma: ou a sua rata era falsa ou eu não a tinha penetrado. Fui levado a pensar que a sua rata era falsa.

Eu fodia-a, ia e vinha, sentindo o meu caralho a ter dificuldades com a curva para a esquerda.

Trabalhei sem parar. De repente tive a impressão de estar a tocar num osso. Era chocante. Desisti e caí para o lado.

«Desculpa», disse eu, «hoje não devo estar em forma.»

Gertrude não respondeu.

Levantámo-nos e vestimo-nos. Fomos para a sala da frente e esperámos por Hilda. Bebíamos enquanto esperávamos. Hilda demorou bastante tempo. Muito, muito tempo. Por fim, chegou.

«Olá», disse eu.

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