Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 171 de 247

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Mulheres

vir-me. Ela também o sentiu e redobrou…

vir-me. Ela também o sentiu e redobrou os esforços. Comecei a gemer e ouvi o cão deitado no tapete a gemer ao mesmo tempo que eu. Gostei daquilo. Contive-me o mais tempo possível para prolongar o prazer. Depois, ainda a acariciar-lhe o cabelo, explodi dentro da sua boca.

No dia seguinte de manhã, quando acordei, Cassie vestia-se.

«Não há problema», disse ela, «podes ficar. Mas fecha bem a porta antes de partires.»

«OK.»

Depois de se ter ido embora, tomei um banho. Encontrei uma cerveja no frigorífico, bebi-a, vesti-me, disse adeus ao Elton, certifiquei-me de que a porta estava fechada, entrei no Volks e fui para casa.

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Três ou quatro dias depois encontrei o bilhete de Debra e telefonei-lhe. «Vem cá», disse ela. Indicou-me o caminho para a Playa dei Rey. Tinha uma pequena casa alugada com um pátio na frente. Estacionei no pátio, saí do carro, bati à porta e depois toquei à campainha. Era uma campainha com dois tons. Debra abriu a porta. Estava como eu a recordava, com os lábios muito pintados, cabelos curtos, brincos brilhantes, perfumada e com aquele largo sorriso.

«Oh, entra, Henry!»

Entrei. Estava um tipo lá sentado que era claramente homossexual, por isso não foi uma afronta.

«Este é o Larry, meu vizinho. Vive numa casa lá atrás.»

Apertámos as mãos e sentámo-nos.

«Há alguma coisa que se beba?», perguntei.

«Oh, Henry!»

«Posso ir comprar qualquer coisa. Podia ter trazido, mas eu não sabia o que querias.»

«Oh, devo ter qualquer coisa.»

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Debra foi à cozinha.

«Então como vais?», perguntei a Larry.

«Não tenho andado bem, mas agora estou melhor. Dediquei-me à auto-hipnose. Tem-me feito maravilhas.»

«Queres beber alguma coisa, Larry?», perguntou Dedra, da cozinha.

«Não, obrigado...»

Debra voltou com dois copos de vinho tinto. A casa dela parecia um museu. Havia coisas por todo o lado. Era luxuosamente mobilada e parecia que o rock vinha de todas as direcções, através de pequenas colunas.

«O Larry pratica a auto-hipnose.»

«Ele disse-me.»

«Não queiras saber como tenho dormido muito melhor. Nem fazes ideia de como me sinto bem com as pessoas», disse Larry.

«Achas que toda a gente devia experimentar?», perguntou Debra.

«Bem, isso é difícil dizer. O que sei dizer é que comigo resultou.»

«Henry, eu conto dar uma festa na véspera do dia de finados. Vem quase toda a gente. Porque não te juntas a nós? Ele devia vir disfarçado de quê, Larry?»

Olhavam-me os dois.

«Bem, não sei», disse Larry. «De facto, não sei. Talvez?... oh, não... acho que não...»

A campainha tocou e Debra foi abrir a porta. Era um outro homossexual, que vinha sem camisa. Trazia uma máscara de lobo com uma língua grossa de borracha que pendia da boca. Ele parecia estar mal-humorado e deprimido.

«Vincent, este é o Henry. Henry, é o Vincent...»

Vincent ignorou-me. Ficou ali especado, com a sua língua de borracha. «Tive um dia horrível no emprego. Já não suporto aquilo. Acho que me vou pirar dali.»

«Mas Vincent, o que farás depois*.», perguntou-lhe Debra.

«Não sei. Mas posso fazer imensas coisas. Não sou obrigado a comer a merda deles.»

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