Mulheres
vir-me. Ela também o sentiu e redobrou…
vir-me. Ela também o sentiu e redobrou os esforços. Comecei a gemer e ouvi o cão deitado no tapete a gemer ao mesmo tempo que eu. Gostei daquilo. Contive-me o mais tempo possível para prolongar o prazer. Depois, ainda a acariciar-lhe o cabelo, explodi dentro da sua boca.
No dia seguinte de manhã, quando acordei, Cassie vestia-se.
«Não há problema», disse ela, «podes ficar. Mas fecha bem a porta antes de partires.»
«OK.»
Depois de se ter ido embora, tomei um banho. Encontrei uma cerveja no frigorífico, bebi-a, vesti-me, disse adeus ao Elton, certifiquei-me de que a porta estava fechada, entrei no Volks e fui para casa.
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Três ou quatro dias depois encontrei o bilhete de Debra e telefonei-lhe. «Vem cá», disse ela. Indicou-me o caminho para a Playa dei Rey. Tinha uma pequena casa alugada com um pátio na frente. Estacionei no pátio, saí do carro, bati à porta e depois toquei à campainha. Era uma campainha com dois tons. Debra abriu a porta. Estava como eu a recordava, com os lábios muito pintados, cabelos curtos, brincos brilhantes, perfumada e com aquele largo sorriso.
«Oh, entra, Henry!»
Entrei. Estava um tipo lá sentado que era claramente homossexual, por isso não foi uma afronta.
«Este é o Larry, meu vizinho. Vive numa casa lá atrás.»
Apertámos as mãos e sentámo-nos.
«Há alguma coisa que se beba?», perguntei.
«Oh, Henry!»
«Posso ir comprar qualquer coisa. Podia ter trazido, mas eu não sabia o que querias.»
«Oh, devo ter qualquer coisa.»
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Debra foi à cozinha.
«Então como vais?», perguntei a Larry.
«Não tenho andado bem, mas agora estou melhor. Dediquei-me à auto-hipnose. Tem-me feito maravilhas.»
«Queres beber alguma coisa, Larry?», perguntou Dedra, da cozinha.
«Não, obrigado...»
Debra voltou com dois copos de vinho tinto. A casa dela parecia um museu. Havia coisas por todo o lado. Era luxuosamente mobilada e parecia que o rock vinha de todas as direcções, através de pequenas colunas.
«O Larry pratica a auto-hipnose.»
«Ele disse-me.»
«Não queiras saber como tenho dormido muito melhor. Nem fazes ideia de como me sinto bem com as pessoas», disse Larry.
«Achas que toda a gente devia experimentar?», perguntou Debra.
«Bem, isso é difícil dizer. O que sei dizer é que comigo resultou.»
«Henry, eu conto dar uma festa na véspera do dia de finados. Vem quase toda a gente. Porque não te juntas a nós? Ele devia vir disfarçado de quê, Larry?»
Olhavam-me os dois.
«Bem, não sei», disse Larry. «De facto, não sei. Talvez?... oh, não... acho que não...»
A campainha tocou e Debra foi abrir a porta. Era um outro homossexual, que vinha sem camisa. Trazia uma máscara de lobo com uma língua grossa de borracha que pendia da boca. Ele parecia estar mal-humorado e deprimido.
«Vincent, este é o Henry. Henry, é o Vincent...»
Vincent ignorou-me. Ficou ali especado, com a sua língua de borracha. «Tive um dia horrível no emprego. Já não suporto aquilo. Acho que me vou pirar dali.»
«Mas Vincent, o que farás depois*.», perguntou-lhe Debra.
«Não sei. Mas posso fazer imensas coisas. Não sou obrigado a comer a merda deles.»
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