Mulheres
nunca consumámos o acto. Os preceitos de…
nunca consumámos o acto. Os preceitos de Drayer Baba eram rígidos.
Decidimos passar o Natal e o Ano Novo em minha casa.
Sara chegou no dia 24, por volta do meio-dia, com a sua carrinha Volks. Vi-a estacionar e fui ao seu encontro. Tinha tábuas amontoadas no tejadilho do carro. Devia ser o meu presente de Natal: ela ia fazer-me uma cama. A minha cama estava a desfazer-se: uma caixa rachada com as molas a saírem do colchão. Sara trouxera também um peru e as miudezas. Eu ia pagar aquilo e o vinho branco. E havia alguns pequenos presentes para cada um de nós.
Levámos as tábuas, o peru e as outras coisas. Pus cá fora a base rachada, o colchão e a cabeceira da cama e pus um papel a dizer: «Para levar». Primeiro desapareceu a cabeceira da cama, depois a base e por fim alguém levou o colchão. Era um quarteirão muito pobre.
Eu tinha visto a cama em casa de Sara, dormi nela e gostei. Eu sempre detestei colchões baratos, pelo menos aqueles que eu podia comprar. Passei mais de metade da minha vida em camas feitas sobretudo para tipos enfesados.
Sara tinha construído a sua própria cama e ia fazer-me uma igual. Uma sólida base em madeira suportada por sete ripas de quatro por quatro (a sétima colocada precisamente a meio), e forrada com uma camada de espuma com dez centímetros de espessura. Sara tinha algumas ideias óptimas. Eu agarrava nas tábuas enquanto Sara fazia os buracos. Ela manejava muito bem o martelo. Ela pesava só cinquenta e dois quilos, mas conseguia fazer os buracos. Ia ser uma boa cama.
Sara não levou muito tempo.
Depois experimentámo-la - sem fazer sexo - enquanto Drayer Baba nos sorria.
Andámos à procura duma árvore de Natal. Eu não estava muito interessado em arranjá-la (na minha infância o Natal foi sempre triste) e quando descobrimos que as árvores se tinham esgotado, não fiquei nada aborrecido. Sara estava triste quando
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