Mulheres
Babette procurou uma caneta na sua carteira.
Cecelia e Valerie entraram.
«Oh», disse Valerie, «cá estão aqueles cabrões. Eu disse-te. O bar mais próximo!»
Babette levantou-se. Saiu do bar. Eu conseguia vê-la através dos estores da janela. Ela afastava-se, pela marginal, e tinha um corpo fabuloso. Parecia um esguio salgueiro. Ondulou ao vento e desapareceu.
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Cecelia sentou-se e via-nos beber. Apercebi-me que lhe causava repulsa. Eu comia carne. Não acreditava em nenhum deus. Gostava de foder. A Natureza não me interessava. Nunca votava. Gostava de guerras. O espaço sideral chateava-me. O baseball chateava-me. A História aborrecia-me. Os jardins zoológicos também.
«Hank», disse ela, «vou um pouco lá para fora.»
«O que há lá fora?»
«Gosto de ver as pessoas a nadar na piscina. Gosto de vê-las divertirem-se.»
Levantou-se e saiu.
Valerie e Bobby riram-se.
«Está visto que não consigo tirar-lhe as calcinhas.»
«Tu queres mesmo?», perguntou Bobby.
«Não é tanto o meu instinto sexual que é ofendido, é o meu ego.»
«E não te esqueças da idade», disse Bobby.
«Não há nada pior do que um velho porco chauvinista», dis-
se eu.
Bebemos em silêncio.
Uma hora depois, Cecelia voltou. «Hank, quero ir-me embora.» «Para onde?»
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