Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 76 de 247

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Mulheres

fé e donnuts. Enquanto víamos os combates,…

fé e donnuts. Enquanto víamos os combates, fizeram uma ligação directa. Eu tinha um ditado: «Leva a minha mulher, mas deixa o meu carro em paz». Não mataria nunca um homem que me levasse a mulher, mas talvez matasse o homem que me levas-

se o carro.

O táxi chegou. Felizmente, havia cerveja e vodka em minha casa. Abandonei toda a esperança de ficar suficientemente lúcido para fazer amor. E Katherine sabia-o. Andava de um lado para o outro a falar do meu W azul de 67. O último modelo aproveitável. Nem sequer podia avisar a polícia: estava demasiado bêbedo. Tinha de esperar até ao dia seguinte, até ao meio-dia. «Hepburn, não tens culpa, não foste tu que roubaste!» «Quem me dera ter sido, porque já o tinhas.» Imaginei dois ou três putos a acelerar a minha querida azul na auto-estrada marginal, a fumarem erva, a rirem-se, a abrirem cada vez mais. Depois pensei em todos os depósitos de ferro-veIho ao longo da Santa Fe Avenue. Montanhas de pára-choques, pára-brisas, maçanetas de portas, motores, limpa pára-brisas, peças de motores, pneus, jantes, capotas, macacos, molas de bancos, rolamentos, borrachas de travões, rádios, pistões, válvulas, carburadores, árvores de carnes, caixas de velocidades, eixos

- o meu carro em breve transformado em peças soltas.

Nessa noite adormeci de encontro a Katherine, mas o meu coração estava triste e frio.

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Felizmente, eu tinha um seguro que me pagou um carro novo. Por isso pude levar Katherine às corridas de cavalos. Sentámo-nos ao sol, em Hollywood Park, perto da curva da chegada. Katherine disse que não queria apostar, mas levei-a lá para dentro para mostrar-lhe o quadro dos resultados e os guichets das apostas.

Pus cinco dólares numa aposta de 7 contra 2, num cavalo de arranque rápido, que são os meus preferidos. Eu dizia sempre que, se tivesse que perder, seria melhor perder na

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