Mulheres
Fui ao supermercado para arranjar caixas de…
Fui ao supermercado para arranjar caixas de cartão. Cathy, a irmã de Tammie, perdeu o juízo em Denver - depois de perder o amante - e Tammie tinha de ir visitá-la, com Dancy. Levei-as até à estação. Pu-las dentro do comboio.
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Nessa noite o telefone tocou. Era Mercedes. Eu tinha-a encontrado depois de uma leitura de poesia em Venice Beach. Tinha cerca de 28 anos, um corpo agradável, pernas muito bonitas, era loira, media à volta de um metro e sessenta e tinha olhos azuis. Tinha cabelos compridos, ligeiramente ondulados e fumava sem parar. A sua conversa era estúpida e o riso, a maior parte das vezes, era estridente e falso.
Depois da leitura, fui até a casa dela. O seu apartamento dava para a marginal. Toquei piano e ela bongos. Havia uma bilha de Red Mountain. Havia charros. Fiquei demasiado bêbedo para conduzir. Nessa noite dormi lá e saí de manhã.
«Olha», disse Mercedes, «agora trabalho no teu quarteirão. Pensei que podia ir aí para te ver.»
«Claro.»
Desliguei. O telefone voltou a tocar. Era Tammie.
«Decidi mudar-me. Estarei em casa dentro de dois dias. Vai buscar ao apartamento o meu vestido amarelo, aquele de que tu gostas e os meus sapatos verdes. O resto é lixo. Deixa.»
«OK.»
«Ouve, estou sem cheta. Não temos nenhum dinheiro para a comida.»
«Amanhã de manhã envio-te 40 dólares. Western Union.»
«Es tão querido...»
Desliguei. Quinze minutos depois apareceu Mercedes. Trazia uma saia muito curta, sandálias e uma blusa decotada. E pequenos brincos azuis.
«Queres fumar erva?», perguntou.
«Claro.»
Tirou a erva e o papel da carteira e começou a enrolar os char- 169