Mulheres
ao rapaz de caracóis loiros. Continuei a…
ao rapaz de caracóis loiros. Continuei a beber cerveja e vinho.
Havia muitos discos. Lydia e o rapaz dançavam sem parar no centro da sala, enquanto os outros dançavam à volta deles. E cada dança era mais íntima que a anterior.
Eu continuei a beber cerveja e vinho.
Começou uma dança barulhenta e selvagem... O rapaz de caracóis loiros levantou as duas mãos acima da sua cabeça. Lydia colou-se a ele. Era espectacular, erótico. Levantaram ambas as mãos acima das suas cabeças e colaram os seus corpos, um contra o outro. Corpo contra corpo. Ele dançava, um após outro, os pés para trás. Lydia imitava-o. Olhavam-se nos olhos. Eu tinha que admitir que eles eram bons. O disco continuava. Por fim, acabou.
Lydia veio sentar-se ao pé de mim. «Estou mesmo arrasada.»
«Creio que bebi de mais. Talvez devêssemos sair daqui», dis-
se eu.
«Eu vi-te a emborcar.»
«Vamos embora. Há-de haver outras festas.»
Levantámo-nos para sair. Lydia foi dizer qualquer coisa a Harry e Diana. Quando regressou, dirigimo-nos para a porta. No momento em que eu a abria, o rapaz dos caracóis loiros encaminhou-se para mim.
«Eh, ouve lá, o que é que achas de mim e da tua miúda?»
«São porreiros.»
Quando chegámos cá fora comecei a vomitar, saiu toda a cerveja e todo o vinho. Saía a jorros e espalhava-se pelo silvado ao longo do passeio - uma golfada ao luar. Finalmente recompus-me e limpei a boca com a mão.
«Aquele tipo chateou-te, não foi?», perguntou ela.
«Sim.»
«Porquê?»
«Aquilo mais parecia uma foda, ou talvez melhor.»
«Aquilo não queria dizer nada, foi apenas dançar.»
«Imagina que eu agarrava uma mulher na rua daquela maneira. Julgas que a música justificava isso?»
«Tu não entendes. Cada vez que eu acabava de dançar, eu vinha sentar-me ao pé de ti.»
«OK, OK», disse. «Espera um pouco.» Vomitei outra golfa-
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