Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 163 de 247

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Mulheres

«Eu durmo no meio.»

«Está bem.»

Continuei a preparar bebidas e ficámos sem gota. Telefonei para a loja das bebidas. «Eu quero...»

«Espere aí, amigo», disse o homem, «nós não fazemos distribuições ao domicílio antes das 6 da tarde.»

«Ah, sim? Eu deixo aí todos os meses duzentos dólares...»

«Quem fala?»

«Chinaski.»

«Oh, Chinaski... o que é que deseja?»

Disse-lhe o que queria. «Sabe como cá chegar?»

«Oh, sim.»

Passados oito minutos, chegou. Era o australiano gordo que estava sempre a transpirar. Agarrei nas duas caixas e pousei-as na cadeira. «Olá, meninas», disse o australiano.

Não responderam.

«Quanto é, Arbuckle?»

«Bem, dá 17 dólares e 94.»

Dei-lhe vinte. Começou a fazer o troco.

«Deixa estar. Compra uma casa nova.»

«Obrigado, senhor.»

Inclinou-se para mim e perguntou-me em voz baixa: «Meu Deus, como é que você faz isto?».

«Escrevo à máquina», respondi.

«Escreve à máquina?»

«Sim. Cerca de dezoito palavras por minuto.»

Levei-o para fora de casa e fechei a porta.

Nessa noite fui para a cama com as duas, e fiquei no meio. Estávamos bêbedos e comecei por agarrar numa, beijá-la e acariciá-la, e depois ocupei-me da outra. Eu saltava duma para outra e era recompensado. Depois concentrei-me numa durante bastante tempo e virei-me depois para a outra. Cada uma delas esperava pacientemente. Eu estava confuso. Gertrude era a mais quente, Hilda a mais nova. Passava-lhe com a mão pela rata, montava-as, mas não as penetrei. Por fim, decidi-me por Gertrude. Mas não consegui nada. Estava muito bêbedo. Gertrude e eu adormecemos, a sua mão a agarrar-me o caralho, as

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