Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 77 de 247

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frente. Tinha-se a corrida ganha antes de…

frente. Tinha-se a corrida ganha antes de alguém nos derrotar. O meu cavalo fez a corrida na frente antes de atrasar o galope até à meta. Rendeu 9,40 dólares. Eu tinha 17,50 dólares de lucro.

Na corrida seguinte ela ficou sentada, enquanto fui fazer a minha aposta. Quando voltei, ela apontou para um homem que estava duas filas mais abaixo. «Vês aquele homem acolá?» «Sim.»

«Ele disse-me que ontem ganhou dois mil dólares e que tinha vinte e cinco mil dólares a mais para hoje.»

«Não queres apostar? Talvez possamos ganhar todos.» «Oh, não, não percebo nada disso.»

«É simples: dás-lhe um dólar que te rende 48 cêntimos. É a chamada taxa. O estado e as organizações dividem a diferença. Estão-se nas tintas para quem ganha a corrida, porque a taxa é retirada da totalidade das apostas.»

Na segunda corrida o meu cavalo favorito, em 8 contra 5, chegou em segundo lugar. Foi batido por um outsider. Rendeu 45,80 dólares.

O homem que estava duas filas mais abaixo virou-se para fazer sinal a Katherine. «Tenho dez sobre ele.» «Oh», fez ela sorrindo-se, «é óptimo.»

Absorvi-me com a terceira corrida, reservada aos potros e castrados de dois anos. A cinco minutos da partida consultei o quadro dos resultados e fui apostar. Enquanto me afastava, vi o tipo virar-se para falar com Katherine. Havia todos os dias uma boa dúzia de tipos que diziam a mulheres bonitas que ganhavam constantemente, à espera que elas acabassem nas suas camas. Talvez nem pensassem nisso; talvez esperassem vagamente que se passasse qualquer coisa, sem saberem muito bem o quê. Eram vazios e estúpidos como um lutador K.O. Quem podia odiá-los? Grandes ganhadores, mas se os víssemos a apostar, faziam-no habitualmente nos guichets de dois dólares, com os sapatos nas lonas e as roupas sujas. Os mais pelintras.

O meu potro ganhou por 6 e rendeu 4 dólares. Não era mui-

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