Mulheres
que ela metia e tirava da minha…
que ela metia e tirava da minha boca. Pensei num peixe de prata. Havia tanta tristeza em tudo, mesmo quando as coisas corriam bem.
Depois Tanya abriu-me a braguilha e enfiou o caralho na boca. Tirou-o e olhou para mim. Estava de joelhos, entre as minhas pernas. Não deixava de olhar para mim, enquanto a sua língua se enrolava em redor da cabeça do caralho. Por detrás dela, os meus estores venezianos sujos filtravam os últimos raios de sol. Ela começou o trabalho. Não tinha técnica nenhuma; não sabia como devia ser feito. Chupava-o apenas. Como espectáculo grotesco era bom, mas era difícil ficar teso com coisas grotescas. Tinha bebido e não queria ferir-lhe os sentimentos. Por isso, refugiei-me no país da fantasia: estávamos só os dois na praia e estávamos rodeados por quarenta ou cinquenta pessoas, homens e mulheres, a maior parte com fatos de banho. Faziam um círculo à nossa volta. O sol brilhava sobre nós, o mar ia e vinha e conseguia-se ouvi-lo. De vez em quando, duas ou três gaivotas voavam em círculo sobre as nossas cabeças.
Tanya chupava enquanto eles olhavam e eu ouvia os seus comentários:
«Meu Deus, olha para ela a ir e a vir!» «Uma mulher porca e demente!»
«A chupar um tipo quarenta anos mais velho do que ela!»
«Separem-nos! Ela é doida!»
«Não, espera! Ela está a começar a excitar-se!»
«E olha para aquilo\»
«HORRÍVEL!»
«Eh! Vou enrabá-la enquanto está a fazer o broche!»
«Ela é DOIDA! A CHUPAR NAQUELE CABRÃO!!»
«Vamos queimar-lhe as costas com fósforos!»
«VÊ COMO ELA SE ENTREGA!»
«ELA É COMPLETAMENTE DOIDA!»
Agarrei na cabeça dela com as duas mãos e enfiei-lhe o caralho até ao centro do seu cérebro.
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Quando ela saiu da casa-de-banho eu já tinha dois copos preparados. Tanya deu um gole e olhou para mim. «Gostaste, não gostaste? Viu-se.»
«Tens razão», disse eu. «Gostas de música clássica?»
«De folk-rock», disse ela.
Fui até ao rádio, sintonizei-o para os 160, liguei-o e abri o volume. Nós ali estávamos.
104
Na tarde do dia seguinte, levei Tanya ao aeroporto. Bebemos um copo no bar. A mulata não estava nas redondezas; alguém devia estar com aquelas pernas.
«Escrever-te-ei», disse Tanya.
«Está bem.»
«Achas que sou uma rapariga fácil?»
«Não. Gostas de sexo e isso não tem mal nenhum.»
«Tu também gostas.»
«Há imenso puritanismo em mim. Talvez os puritanos gostem muito mais de sexo do que qualquer outra pessoa.»
«Pareces-me mais inocente do que a maioria dos homens que já conheci.»
«Num certo sentido, sempre fui virgem...»
«Gostaria de dizer o mesmo.»
«Queres outra bebida?»
«Com certeza.»
Bebemos em silêncio. Depois chegou o momento de ela embarcar. Beijei-a em frente da porta de segurança e desci pela escada rolante. O regresso a casa foi calmo, sem acontecimentos. Pensei, bem, estou outra vez só. Devia agarrar-me à merda da escrita ou voltar a ser um trabalhador da noite. Nunca mais havia de voltar para os correios. Um homem deve ter uma posição, como eles dizem.
Cheguei ao pátio. Não havia nada na caixa do correio. Sentei-me e marquei o número de Sara. Ela estava no restaurante.
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