Mulheres
copo e sentei-me. Esperei quinze minutos e…
copo e sentei-me. Esperei quinze minutos e depois pus o peru e os legumes no frigorífico.
No dia seguinte, Sara foi para casa e às três da tarde comi uma sanduíche de peru frio. Eram cinco horas quando me bateram à porta. Abri. Era Tammie e Arlene. Estavam com speed. Entraram, saltaram de um lado para o outro e falavam ao mesmo tempo.
«Não tens nada para beber.»
«Merda, Hank, não tens nada que se beba?»
«Como passaste a merda do Natal?»
«Sim. Como foi o teu, meu?»
«Há cerveja e vinho na geladeira», disse eu.
(É assim que se reconhecem as saudosistas: dizem geladeira em vez de frigorífico.)
Dançaram na cozinha e abriram a geladeira.
«Eh, há peru!»
«Temos fome, Hank! Podemos comer um bocado de peru?»
«Com certeza.»
Tammie voltou com uma perna e trincava-a. «Eh, este peru é horrível! Não está temperado!»
Arlene voltou com as mãos cheias de fatias de carne. «Sim, isto não está temperado. Está muito doce! Não tens nenhum condimento?»
«No armário da cozinha», disse eu.
Voltaram para a cozinha e remexeram nos condimentos.
«Ah! É muito melhor!»
«Sim, agora sabe a alguma coisa!»
«Peru macrobiótico, uma merda!»
«Sim, é uma merda!»
«Eu quero mais!»
«Eu também. Mas precisa de condimentos!»
Tammie veio sentar-se. Estava a acabar de comer a perna. Depois lançou-se ao osso, partiu-o em dois e começou a mastigá-lo.
Eu estava estupefacto. Ela comia o osso e cuspia as lascas para o tapete.
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