Tratado de Fisiologia Médica
Parada Circulatória
modo muito acentuado na maioria dos tipos de choque, especialmente nos
choques hemorrágico e neurogênico, a colocação do paciente com a cabeça
a pelo menos 30 cm mais baixa que os pés ajuda muito na promoção do
retorno venoso, aumentando também o débito cardíaco. Essa posição baixa
da cabeça é o primeiro passo essencial no tratamento de muitos tipos de
choque.
Oxigenoterapia. Como o principal efeito deletério dos diversos tipos de
choque é a baixa distribuição de oxigênio aos tecidos, a administração de
oxigênio ao paciente pode ser benéfica em alguns casos. Todavia, essa
medida é, com frequência, menos benéfica do que se esperaria, pois o
problema em muitos tipos de choque não é a oxigenação inadequada do
sangue pelos pulmões, mas o transporte inadequado do sangue após ser
oxigenado.
Tratamento com Glicocorticoides. Os glucocorticoides, hormônios do
córtex da suprarrenal que controlam o metabolismo da glicose, são
administrados, comumente, aos pacientes em choque grave por várias
razões: (1) experimentos têm mostrado empiricamente que os
glicocorticoides aumentam muitas vezes a força do coração nos estágios
avançados do choque; (2) os glicocorticoides estabilizam os lisossomos nas
células teciduais e, por isso, impedem a liberação de enzimas lisossômicas
no citoplasma das células, impedindo, desse modo, a deterioração dessa
fonte; (3) os glicocorticoides poderiam ajudar no metabolismo da glicose
pelas células com lesões graves.
PARADA CIRCULATÓRIA
Condição intimamente aliada ao choque circulatório é a parada circulatória,
na qual o fluxo sanguíneo é interrompido. Essa condição pode ocorrer, por exemplo, como resultado de parada cardíaca ou de fibrilação ventricular.
A fibrilação ventricular pode, na maioria das vezes, ser interrompida por
forte eletrochoque no coração, cujos princípios básicos são descritos
no Capítulo 13.
No caso da parada cardíaca completa, por vezes pode ser restabelecido o
ritmo cardíaco normal por aplicação imediata de procedimentos de
ressuscitação cardiopulmonar, enquanto ao mesmo tempo os pulmões do
paciente recebem quantidades adequadas de oxigênio ventilatório.
Efeito da Parada Circulatória sobre o Cérebro
Problema especial na parada circulatória é impedir a ocorrência de efeitos
prejudiciais no cérebro em consequência da parada. Em geral, mais que 5 a
8 minutos da parada circulatória total podem causar, pelo menos algum grau
de dano cerebral permanente, em mais da metade dos pacientes. A parada
circulatória, por mais de 10 a 15 minutos, quase sempre destrói, de modo
permanente, quantidades significativas do poder mental.
Por muitos anos, pensou-se que esse efeito prejudicial sobre o cérebro
fosse causado pela hipóxia cerebral aguda que ocorre durante a parada
circulatória. Todavia, experimentos têm mostrado que, se coágulos de
sangue são impedidos de ocorrer nos vasos sanguíneos do cérebro, isso
também impedirá a maior parte da deterioração inicial do cérebro durante a
parada circulatória. Por exemplo, nos experimentos animais realizados, todo
o sangue foi removido dos vasos sanguíneos desses animais no início da
parada circulatória, e depois ao final dessa parada foi recolocado, de modo
que nenhum coágulo de sangue intravascular pudesse ocorrer. Nesses
experimentos, o cérebro foi capaz de suportar até 30 minutos de parada
circulatória sem a ocorrência de lesão cerebral permanente. Além disso, a
administração de heparina ou de estreptocinase (para impedir a coagulação sanguínea) antes da parada cardíaca mostrou aumentar a sobrevida do
cérebro por até duas a quatro vezes que a usual.
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UNIDADE V
Os Líquidos Corporais e os Rins
RESUMO DA UNIDADE
CAPÍTULO 25 - Os Compartimentos dos Líquidos
Corporais: Líquidos Extra e Intracelulares; e Edema
Entrada e Saída de Líquidos são Balanceadas nas
Condições Estacionárias
Compartimentos de Líquidos Corporais
Constituintes dos Líquidos Extracelular e Intracelular
Medida dos Volumes Líquidos nos Diferentes
Compartimentos Líquidos do Corpo — o Princípio
Indicador‐Diluição
Determinação dos Volumes dos Compartimentos Líquidos
Específicos do Corpo
Regulação da Troca de Líquidos e Equilíbrio Osmótico Entre
os Líquidos Intracelular e Extracelular
Volume e Osmolalidade dos Líquidos Extra e Intracelulares
em Estados Anormais
Glicose e Outras Soluções Administradas com Objetivo
Nutricional
Anormalidades Clínicas da Regulação do Volume de
Líquidos: Hipo e Hipernatremia
Edema: Excesso de Líquido nos Tecidos
Líquidos nos “Espaços em Potencial” do Corpo
CAPÍTULO 26 - O Sistema Urinário: Anatomia
Funcional e Formação da Urina pelos Rins
Múltiplas Funções dos Rins
Anatomia Fisiológica dos Rins
Micção
A Formação da Urina Resulta da Filtração Glomerular,
Reabsorção Tubular e Secreção Tubular
CAPÍTULO 27 - Filtração Glomerular, Fluxo Sanguíneo
Renal e seus Controles
Filtração Glomerular — a Primeira Etapa da Formação da
Urina
Determinantes da FG
Fluxo Sanguíneo Renal
Controle Fisiológico da Filtração Glomerular e do Fluxo
Sanguíneo Renal
Autorregulação da FG e Fluxo Sanguíneo Renal
CAPÍTULO 28 - Reabsorção e Secreção Tubular Renal
A Reabsorção Tubular é Quantitativamente Grande e Muito
Seletiva
A Reabsorção Tubular Inclui Mecanismos Passivos e Ativos
Reabsorção e Secreção ao Longo de Porções Diferentes do
Néfron
Regulação da Reabsorção Tubular
Uso de Métodos de Depuração para Quantificar a Função
Renal
CAPÍTULO 29 - Concentração e Diluição da Urina;
Regulação da Osmolaridade e da Concentração de
Sódio do Líquido Extracelular
Os Rins Excretam o Excesso de Água pela Produção de
Urina Diluída
Os Rins Conservam Água Excretando Urina Concentrada
Características Especiais da Alça de Henle que Mantêm
Solutos Confinados na Medula Renal
Controle da Osmolaridade e da Concentração de Sódio do
Líquido Extracelular
Sistema de Feedback Osmorreceptor ADH
Importância da Sede no Controle da Osmolaridade e da
Concentração de Sódio do Líquido Extracelular
CAPÍTULO 30 - Regulação Renal de Potássio, Cálcio,
Fosfato e Magnésio; Integração dos Mecanismos
Renais para o Controle dos Volumes do Sangue e do
Líquido Extracelular
Regulação da Concentração de Potássio no Líquido
Extracelular e Excreção de Potássio
Controle da Excreção Renal de Cálcio e da Concentração
de Íon Cálcio Extracelular
Controle da Excreção Renal de Magnésio e da
Concentração do Íon Magnésio Extracelular
Integração dos Mecanismos Renais para o Controle do
Líquido Extracelular
A Importância da Natriurese por Pressão e da Diurese por
Pressão na Manutenção do Equilíbrio de Sódio e Água no
Corpo
Distribuição do Líquido Extracelular Entre os Espaços
Intersticiais e o Sistema Vascular
Fatores Nervosos e Hormonais Aumentam a Eficácia do
Controle por Feedback do Rim‐Líquidos Corporais
Respostas Integradas às Alterações na Ingestão de Sódio
Condições que Causam Grandes Aumentos do Volume de
Sangue e do Volume de Líquido Extracelular
Condições que Causam Grandes Aumentos do Volume de
Líquido Extracelular, mas com Volume Sanguíneo Normal
CAPÍTULO 31 - Regulação Ácido‐Base
A Concentração do H+ é Precisamente Regulada
Ácidos e Bases — suas Definições e Significados
Defesas Contra Variações da Concentração do H+:
Tampões, Pulmões e Rins
Tamponamento de H+ nos Líquidos Corporais
Sistema Tampão do Bicarbonato
Sistema Tampão Fosfato
As Proteínas são Importantes Tampões Intracelulares
Regulação Respiratória do Equilíbrio Ácido‐Base
Controle Renal do Equilíbrio Ácido‐Base
Secreção de H+ e Reabsorção Hco3 – pelos Túbulos
Renais
A Combinação de Excesso de H+ com Tampões Fosfato e
Amônia no Túbulo Gera “Novo” Hco3 –
Quantificando a Excreção Ácido‐Base Renal
Correção Renal da Acidose — Maior Excreção de H+ e
Adição de Hco3 – ao Líquido Extracelular
Correção Renal da Alcalose — Diminuição da Secreção
Tubular de H+ e Aumento da Excreção de Hco3 –
CAPÍTULO 32 - Diuréticos e Doenças Renais
Diuréticos e seus Mecanismos de Ação
Doenças Renais
Injúria Renal Aguda
A Doença Renal Crônica é Frequentemente Associada a
uma Perda Irreversível de Néfrons Funcionais
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