Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 105 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Parada Circulatória

modo muito acentuado na maioria dos tipos de choque, especialmente nos

choques hemorrágico e neurogênico, a colocação do paciente com a cabeça

a pelo menos 30 cm mais baixa que os pés ajuda muito na promoção do

retorno venoso, aumentando também o débito cardíaco. Essa posição baixa

da cabeça é o primeiro passo essencial no tratamento de muitos tipos de

choque.

 

Oxigenoterapia. Como o principal efeito deletério dos diversos tipos de

choque é a baixa distribuição de oxigênio aos tecidos, a administração de

oxigênio ao paciente pode ser benéfica em alguns casos. Todavia, essa

medida é, com frequência, menos benéfica do que se esperaria, pois o

problema em muitos tipos de choque não é a oxigenação inadequada do

sangue pelos pulmões, mas o transporte inadequado do sangue após ser

oxigenado.

 

Tratamento com Glicocorticoides. Os glucocorticoides, hormônios do

córtex da suprarrenal que controlam o metabolismo da glicose, são

administrados, comumente, aos pacientes em choque grave por várias

razões: (1) experimentos têm mostrado empiricamente que os

glicocorticoides aumentam muitas vezes a força do coração nos estágios

avançados do choque; (2) os glicocorticoides estabilizam os lisossomos nas

células teciduais e, por isso, impedem a liberação de enzimas lisossômicas

no citoplasma das células, impedindo, desse modo, a deterioração dessa

fonte; (3) os glicocorticoides poderiam ajudar no metabolismo da glicose

pelas células com lesões graves.

 

PARADA CIRCULATÓRIA

 

Condição intimamente aliada ao choque circulatório é a parada circulatória,

na qual o fluxo sanguíneo é interrompido. Essa condição pode ocorrer, por exemplo, como resultado de parada cardíaca ou de fibrilação ventricular.

A fibrilação ventricular pode, na maioria das vezes, ser interrompida por

forte eletrochoque no coração, cujos princípios básicos são descritos

no Capítulo 13.

No caso da parada cardíaca completa, por vezes pode ser restabelecido o

ritmo cardíaco normal por aplicação imediata de procedimentos de

ressuscitação cardiopulmonar, enquanto ao mesmo tempo os pulmões do

paciente recebem quantidades adequadas de oxigênio ventilatório.

 

Efeito da Parada Circulatória sobre o Cérebro

 

Problema especial na parada circulatória é impedir a ocorrência de efeitos

prejudiciais no cérebro em consequência da parada. Em geral, mais que 5 a

8 minutos da parada circulatória total podem causar, pelo menos algum grau

de dano cerebral permanente, em mais da metade dos pacientes. A parada

circulatória, por mais de 10 a 15 minutos, quase sempre destrói, de modo

permanente, quantidades significativas do poder mental.

Por muitos anos, pensou-se que esse efeito prejudicial sobre o cérebro

fosse causado pela hipóxia cerebral aguda que ocorre durante a parada

circulatória. Todavia, experimentos têm mostrado que, se coágulos de

sangue são impedidos de ocorrer nos vasos sanguíneos do cérebro, isso

também impedirá a maior parte da deterioração inicial do cérebro durante a

parada circulatória. Por exemplo, nos experimentos animais realizados, todo

o sangue foi removido dos vasos sanguíneos desses animais no início da

parada circulatória, e depois ao final dessa parada foi recolocado, de modo

que nenhum coágulo de sangue intravascular pudesse ocorrer. Nesses

experimentos, o cérebro foi capaz de suportar até 30 minutos de parada

circulatória sem a ocorrência de lesão cerebral permanente. Além disso, a

administração de heparina ou de estreptocinase (para impedir a coagulação sanguínea) antes da parada cardíaca mostrou aumentar a sobrevida do

cérebro por até duas a quatro vezes que a usual.

 

Bibliografia

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UNIDADE V 

 

Os Líquidos Corporais e os Rins

 

RESUMO DA UNIDADE

 

CAPÍTULO 25 - Os Compartimentos dos Líquidos

Corporais: Líquidos Extra e Intracelulares; e Edema

Entrada e Saída de Líquidos são Balanceadas nas

Condições Estacionárias

Compartimentos de Líquidos Corporais

Constituintes dos Líquidos Extracelular e Intracelular

Medida dos Volumes Líquidos nos Diferentes

Compartimentos Líquidos do Corpo — o Princípio

Indicador‐Diluição

Determinação dos Volumes dos Compartimentos Líquidos

Específicos do Corpo

Regulação da Troca de Líquidos e Equilíbrio Osmótico Entre

os Líquidos Intracelular e Extracelular

Volume e Osmolalidade dos Líquidos Extra e Intracelulares

em Estados Anormais

Glicose e Outras Soluções Administradas com Objetivo

Nutricional

Anormalidades Clínicas da Regulação do Volume de

Líquidos: Hipo e Hipernatremia

Edema: Excesso de Líquido nos Tecidos

Líquidos nos “Espaços em Potencial” do Corpo

CAPÍTULO 26 - O Sistema Urinário: Anatomia

Funcional e Formação da Urina pelos Rins

Múltiplas Funções dos Rins

Anatomia Fisiológica dos Rins

Micção

A Formação da Urina Resulta da Filtração Glomerular,

Reabsorção Tubular e Secreção Tubular

CAPÍTULO 27 - Filtração Glomerular, Fluxo Sanguíneo

Renal e seus Controles

Filtração Glomerular — a Primeira Etapa da Formação da

Urina

Determinantes da FG

Fluxo Sanguíneo Renal

Controle Fisiológico da Filtração Glomerular e do Fluxo

Sanguíneo Renal

Autorregulação da FG e Fluxo Sanguíneo Renal

CAPÍTULO 28 - Reabsorção e Secreção Tubular Renal

A Reabsorção Tubular é Quantitativamente Grande e Muito

Seletiva

A Reabsorção Tubular Inclui Mecanismos Passivos e Ativos

Reabsorção e Secreção ao Longo de Porções Diferentes do

Néfron

Regulação da Reabsorção Tubular

Uso de Métodos de Depuração para Quantificar a Função

Renal

CAPÍTULO 29 - Concentração e Diluição da Urina;

Regulação da Osmolaridade e da Concentração de

Sódio do Líquido Extracelular

Os Rins Excretam o Excesso de Água pela Produção de

Urina Diluída

Os Rins Conservam Água Excretando Urina Concentrada

Características Especiais da Alça de Henle que Mantêm

Solutos Confinados na Medula Renal

Controle da Osmolaridade e da Concentração de Sódio do

Líquido Extracelular

Sistema de Feedback Osmorreceptor ADH

Importância da Sede no Controle da Osmolaridade e da

Concentração de Sódio do Líquido Extracelular

CAPÍTULO 30 - Regulação Renal de Potássio, Cálcio,

Fosfato e Magnésio; Integração dos Mecanismos

Renais para o Controle dos Volumes do Sangue e do

Líquido Extracelular

Regulação da Concentração de Potássio no Líquido

Extracelular e Excreção de Potássio

Controle da Excreção Renal de Cálcio e da Concentração

de Íon Cálcio Extracelular

Controle da Excreção Renal de Magnésio e da

Concentração do Íon Magnésio Extracelular

Integração dos Mecanismos Renais para o Controle do

Líquido Extracelular

A Importância da Natriurese por Pressão e da Diurese por

Pressão na Manutenção do Equilíbrio de Sódio e Água no

Corpo

Distribuição do Líquido Extracelular Entre os Espaços

Intersticiais e o Sistema Vascular

Fatores Nervosos e Hormonais Aumentam a Eficácia do

Controle por Feedback do Rim‐Líquidos Corporais

Respostas Integradas às Alterações na Ingestão de Sódio

Condições que Causam Grandes Aumentos do Volume de

Sangue e do Volume de Líquido Extracelular

Condições que Causam Grandes Aumentos do Volume de

Líquido Extracelular, mas com Volume Sanguíneo Normal

CAPÍTULO 31 - Regulação Ácido‐Base

A Concentração do H+ é Precisamente Regulada

Ácidos e Bases — suas Definições e Significados

Defesas Contra Variações da Concentração do H+:

Tampões, Pulmões e Rins

Tamponamento de H+ nos Líquidos Corporais

Sistema Tampão do Bicarbonato

Sistema Tampão Fosfato

As Proteínas são Importantes Tampões Intracelulares

Regulação Respiratória do Equilíbrio Ácido‐Base

Controle Renal do Equilíbrio Ácido‐Base

Secreção de H+ e Reabsorção Hco3 – pelos Túbulos

Renais

A Combinação de Excesso de H+ com Tampões Fosfato e

Amônia no Túbulo Gera “Novo” Hco3 –

Quantificando a Excreção Ácido‐Base Renal

Correção Renal da Acidose — Maior Excreção de H+ e

Adição de Hco3 – ao Líquido Extracelular

Correção Renal da Alcalose — Diminuição da Secreção

Tubular de H+ e Aumento da Excreção de Hco3 –

CAPÍTULO 32 - Diuréticos e Doenças Renais

Diuréticos e seus Mecanismos de Ação

Doenças Renais

Injúria Renal Aguda

A Doença Renal Crônica é Frequentemente Associada a

uma Perda Irreversível de Néfrons Funcionais

 

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