Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 190 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Pressões no Sistema Pulmonar

suporte dos pulmões, incluindo o tecido conjuntivo, os septos e os grandes e

pequenos brônquios. Depois que esse sangue brônquico e arterial passa

pelos tecidos de suporte, ele é drenado para as veias pulmonares e entra no

átrio esquerdo, em vez de voltar para o átrio direito. Portanto, o fluxo para

o átrio esquerdo e o débito do ventrículo esquerdo são cerca de 1% a 2%

maiores do que o débito do ventrículo direito.

 

Vasos Linfáticos. Os vasos linfáticos estão em todo o tecido de suporte

do pulmão, começando nos espaços de tecido conjuntivo que circundam os

bronquíolos terminais, cursando para o hilo do pulmão e, desse ponto,

principalmente para o ducto linfático torácico direito. Partículas que

chegam aos alvéolos são parcialmente removidas por meio desses canais, e

a proteína plasmática, que escapa dos capilares pulmonares, também é

removida dos tecidos pulmonares, ajudando a prevenir um edema pulmonar.

 

PRESSÕES NO SISTEMA PULMONAR

 

Pressões no Ventrículo Direito. As curvas de pressão de pulso do

ventrículo direito e da artéria pulmonar são mostradas na parte inferior da

Figura 39-1. Essas curvas contrastam com a curva da pressão aórtica muito

mais alta, apresentada na parte superior da figura. A pressão sistólica do

ventrículo direito de ser humano normal, é em média, de 25 mmHg; e a

pressão diastólica é cerca de 0 a 1 mmHg, valores que são apenas um quinto

dos medidos para o ventrículo esquerdo.

Figura 39-1. Traçados da pressão de pulso no ventrículo direito, artéria pulmonar e aorta.

 

Pressões na Artéria Pulmonar. Durante a sístole, a pressão na artéria

pulmonar é, essencialmente, igual à pressão no ventrículo direito, como

também é mostrado na Figura 39-1. Entretanto, depois que a válvula

pulmonar se fecha, ao final da sístole, a pressão ventricular cai

vertiginosamente, enquanto a pressão arterial pulmonar cai mais lentamente

à medida que o sangue flui pelos capilares dos pulmões.

Como mostrado na Figura 39-2, a pressão arterial pulmonar sistólica

situa-se normalmente, em média, nos 25 mmHg no ser humano, a pressão

arterial pulmonar diastólica é de aproximadamente 8 mmHg, e a pressão

arterial pulmonar média é de 15 mmHg.

Figura 39-2. Pressões nos diferentes vasos dos pulmões. A curva vermelha representa as pulsações arteriais; D, diastólica; M, média; S, sistólica.

 

Pressão Capilar Pulmonar. A pressão capilar pulmonar média, como

mostrado na Figura 39-2, é em torno de 7 mmHg. A importância dessa

baixa pressão capilar é discutida em detalhes adiante neste Capítulo, na

seção sobre funções de troca de líquidos dos capilares pulmonares.

 

Pressão Atrial Esquerda e Pressões Venosas Pulmonares. A

pressão média no átrio esquerdo e nas principais veias pulmonares é cerca

de 2 mmHg no ser humano em decúbito, variando de 1 mmHg a 5 mmHg.

Em geral, não é possível medir a pressão do átrio esquerdo do ser humano

usando-se equipamento de medida direta, pois é difícil passar o cateter

através das câmaras cardíacas, chegando ao átrio esquerdo. Entretanto, a

pressão atrial esquerda muitas vezes pode ser estimada com moderada

precisão, pela também chamada pressão de encunhadura (em cunha)

pulmonar. Essa medição é conseguida pela inserção de cateter em veia

periférica até o átrio direito, passando, a seguir, ao lado direito do coração e

através da artéria pulmonar até chegar aos pequenos ramos da artéria

pulmonar e, por fim, empurrando o cateter até que ele fique encunhado

firmemente neste pequeno ramo.