Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 209 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Respiração Artificial

Finalmente, as funções respiratórias da pessoa podem ser normais e a

dispneia ainda ser sentida por causa de estado mental anormal. Essa

situação é chamada dispneia neurogênica ou dispneia emocional. Por

exemplo, qualquer um, momentaneamente, ao pensar no ato de respirar,

pode, de forma súbita, começar a respirar pouco mais profundamente do

que o normal, por causa da sensação leve de dispneia. Essa sensação é

bastante aumentada nas pessoas que têm medo psicológico de não ser

capazes de receber quantidade suficiente de ar, como o que ocorre quando

elas entram em quartos pequenos ou cheios de gente.

 

RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL

 

Ressuscitador. Muitos tipos de ressuscitadores respiratórios estão

disponíveis e cada um deles tem seus próprios princípios característicos de

operação. O ressuscitador, mostrado na Figura 43-9A, consiste em um

tanque que supre de O ou ar; em mecanismo para aplicar pressão positiva 2

intermitente e, com algumas máquinas, também pressão negativa; e em

máscara que se ajusta sobre a face do paciente ou dispositivo para conectar

o equipamento a tubo endotraqueal. Esse aparelho força o ar pela máscara

ou tubo endotraqueal até chegar aos pulmões do paciente durante o ciclo de

pressão positiva do ressuscitador e, depois, em geral, permite que o ar flua

passivamente para fora dos pulmões durante o restante do ciclo.

Os primeiros ressuscitadores costumavam ocasionar danos aos pulmões

por causa da excessiva pressão positiva. O uso desses aparelhos durante

certo tempo foi muito condenado. Entretanto, os ressuscitadores atuais têm

limites ajustáveis de pressão positiva, que são comumente colocados à

pressão de 12 a 15 cmH O para pulmões normais (mas, algumas vezes, 2

muito maior para pulmões não complacentes).

Respirador de Tanque (“Pulmão de Ferro”). A Figura 43-9B mostra

o tanque de respiração com o corpo do paciente no interior do tanque e a

cabeça protruindo por colar flexível, mas impermeável. Na extremidade do

tanque oposta à cabeça em diafragma de couro gerenciado por motor,

move-se para frente e para trás, com excursão suficiente para elevar ou

abaixar a pressão no interior do tanque. Quando o diafragma se move para

dentro, desenvolve-se pressão positiva ao redor do corpo e causa expiração;

quando o diafragma se move para fora, a pressão negativa ocasiona

inspiração. Válvulas no respirador controlam as pressões positiva e

negativa. Comumente, esses valores são ajustados de forma que a pressão

negativa, que produz a inspiração, caia para −10 a −20 cmH O, e a pressão 2

positiva se eleve para 0 a +5 cmH O. 2

Figura 43-9. A, Ressuscitador. B, Tanque de respiração.

 

Efeito do Ressuscitador e do Respirador de Tanque no Retorno

Venoso. Quando o ar é forçado para dentro dos pulmões sob pressão

positiva por ressuscitador, ou quando a pressão ao redor do corpo do

paciente é reduzida pelo tanque de respiração, a pressão no interior dos

pulmões fica maior que a pressão em qualquer parte do corpo. O fluxo

sanguíneo das veias periféricas para o interior do tórax e do coração fica

impedido. Como resultado, o uso excessivo de pressões positivas, tanto com

o ressuscitador quanto com o tanque de respiração, pode reduzir o débito

cardíaco — algumas vezes, para níveis letais. Por exemplo, exposição contínua por mais de alguns minutos a mais de 30 mmHg de pressão

positiva nos pulmões pode causar a morte, por causa do retorno venoso

inadequado ao coração.

 

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UNIDADE VIII 

 

Fisiologia da Aviação, do Espaço e

 

do Mergulho em Alto Mar

 

RESUMO DA UNIDADE

 

CAPÍTULO 44 - Fisiologia da Aviação, das Altas

Altitudes e do Espaço

Efeitos da Baixa Pressão de Oxigênio Sobre o Corpo

Efeitos das Forças de Aceleração Sobre o Corpo na

Fisiologia da Aviação e do Espaço

“Clima Artificial” na Espaçonave Vedada

Imponderabilidade no Espaço

CAPÍTULO 45 - Fisiologia de Mergulho Marítimo

Profundo e Outras Condições Hiperbáricas

Efeitos das Altas Pressões Parciais de Gases Individuais

Sobre o Organismo

Mergulho com Scuba (Self Contained Underwater Breathing

Apparatus)

Problemas Fisiológicos Especiais em Submarinos

Oxigenoterapia Hiperbárica

 

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