Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 63 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Parada Cardíaca

Figura 13-21. Flutter atrial — ritmo atrioventricular 2:1 e 3:1 (deri vação I).

 

 

PARADA CARDÍACA

 

Uma anormalidade grave final do sistema de ritmicidade-condução cardíaco

é a parada cardíaca, que resulta da cessação de todos os sinais elétricos de

controle no coração. Significa que não existe qualquer ritmo espontâneo.

A parada cardíaca pode ocorrer principalmente durante anestesia

profunda, quando pode se desenvolver uma intensa hipoxia devido à

respiração inadequada. A hipoxia impede que as fibras musculares e as

fibras de condução cardíacas possam manter os diferenciais normais de

concentração de eletrólitos através de suas membranas, e sua excitabilidade

pode ser tão afetada que a ritmicidade automática desaparece.

Em muitos casos de parada cardíaca por anestesia, a ressuscitação

cardiorrespiratória prolongada (durante muitos minutos ou até horas) tem

muito sucesso em restabelecer o ritmo cardíaco normal. Em alguns

pacientes, doença grave do miocárdio pode causar parada cardíaca

permanente ou semipermanente, com a possibilidade de causar morte. Para

tratar essa condição, têm sido usados com sucesso impulsos elétricos

rítmicos de um marca-passo cardíaco eletrônico implantado para manter os

pacientes vivos por meses a anos.

 

Bibliografia

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UNIDADE IV 

 

 

A Circulação

 

RESUMO DA UNIDADE

 

CAPÍTULO 14 - Visão Geral da Circulação; Biofísica de

Pressão, Fluxo e Resistência

Características Físicas da Circulação

Princípios Básicos da Função Circulatória

Inter‐relações da Pressão, Fluxo e Resistência

CAPÍTULO 15 - Distensibilidade Vascular e Funções

dos Sistemas Arterial e Venoso

Distensibilidade Vascular

Pulsações da Pressão Arterial

Veias e suas Funções

CAPÍTULO 16 - A Microcirculação e o Sistema

Linfático: Trocas Capilares, Líquido Intersticial e Fluxo

de Linfa

Estrutura da Microcirculação e do Sistema Capilar

Fluxo de Sangue nos Capilares — Vasomotilidade

Trocas de Água, Nutrientes e Outras Substâncias entre o

Sangue e o Líquido Intersticial

Interstício e o Líquido Intersticial

A Filtração do Líquido pelos Capilares é Determinada pelas

Pressões Osmóticas Hidrostáticas e Coloidais e Também

pelo Coeficiente de Filtração Capilar

Sistema Linfático

CAPÍTULO 17 - Controle Local e Humoral do Fluxo

Sanguíneo dos Tecidos

Controle Local do Fluxo Sanguíneo em Resposta às

Necessidades Teciduais

Mecanismos de Controle do Fluxo Sanguíneo

Controle Humoral da Circulação

CAPÍTULO 18 - Regulação Nervosa da Circulação e o

Controle Rápido da Pressão Arterial

Regulação Nervosa da Circulação

Características Especiais do Controle Nervoso da Pressão

Arterial

CAPÍTULO 19 - O Papel dos Rins no Controle a Longo

Prazo da Pressão Arterial e na Hipertensão: O Sistema

Integrado de Regulação da Pressão Arterial

Sistema Rim‐Líquidos Corporais para o Controle da Pressão

Arterial

O Sistema Renina‐Angiotensina: seu Papel no Controle da

Pressão Arterial

Resumo do Sistema Integrado e Multifacetado para a

Regulação da Pressão Arterial

CAPÍTULO 20 - Débito Cardíaco, Retorno Venoso e

suas Regulações

Valores Normais para o Débito Cardíaco em Repouso e

durante a Atividade

Controle do Débito Cardíaco pelo Retorno Venoso —

Mecanismo de Frank‐Starling do Coração

Métodos de Medida do Débito Cardíaco

CAPÍTULO 21 - Fluxo Sanguíneo nos Músculos e o

Débito Cardíaco durante o Exercício; a Circulação

Coronariana e a Doença Cardíaca Isquêmica

Regulação do Fluxo Sanguíneo no Músculo Esquelético no

Repouso e durante o Exercício

Circulação Coronariana

CAPÍTULO 22 - Insuficiência Cardíaca

Dinâmica Circulatória na Insuficiência Cardíaca

Insuficiência Cardíaca Esquerda Unilateral

Insuficiência Cardíaca de Baixo Débito — Choque

Cardiogênico

Edema em Pacientes com Insuficiência Cardíaca

Reserva Cardíaca

CAPÍTULO 23 - Valvas e Bulhas Cardíacas; Defeitos

Cardíacos Valvares e Congênitos

Bulhas Cardíacas

Dinâmica Circulatória Anormal nas Valvulopatias

Dinâmica Circulatória Anormal nos Defeitos Cardíacos

Congênitos

Utilização da Circulação Extracorporal durante Cirurgia

Cardíaca

Hipertrofia Cardíaca nas Cardiopatias Valvulares e

Congênitas

CAPÍTULO 24 - Choque Circulatório e seu Tratamento

Causas Fisiológicas do Choque

Choque Causado por Hipovolemia — Choque Hemorrágico

Choque Neurogênico — Aumento da Capacidade Vascular

Choque Anafilático e Choque Histamínico

Choque Séptico

Fisiologia do Tratamento do Choque

Parada Circulatória

 

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CAPÍTULO 14

 

Visão Geral da Circulação;

 

Biofísica de Pressão, Fluxo e

 

Resistência

 

A função da circulação é a de suprir as necessidades dos tecidos corporais

— transportar até eles os nutrientes, eliminar os produtos do metabolismo,

levar hormônios de parte do corpo para a outra e, de modo geral, manter o

ambiente apropriado em todos os líquidos teciduais do organismo para que

as células sobrevivam e funcionem de maneira otimizada.

A intensidade do fluxo sanguíneo que passa por muitos tecidos é

controlada, sobretudo, em resposta às suas necessidades de nutrientes. Em

alguns órgãos, como os rins, a circulação serve para outras funções. Por

exemplo, o fluxo sanguíneo para os rins está muito além de suas

necessidades metabólicas e está relacionado à sua função excretora,

demandando que grande volume de sangue seja filtrado a cada minuto.