Tratado de Fisiologia Médica
Parada Cardíaca
Figura 13-21. Flutter atrial — ritmo atrioventricular 2:1 e 3:1 (deri vação I).
PARADA CARDÍACA
Uma anormalidade grave final do sistema de ritmicidade-condução cardíaco
é a parada cardíaca, que resulta da cessação de todos os sinais elétricos de
controle no coração. Significa que não existe qualquer ritmo espontâneo.
A parada cardíaca pode ocorrer principalmente durante anestesia
profunda, quando pode se desenvolver uma intensa hipoxia devido à
respiração inadequada. A hipoxia impede que as fibras musculares e as
fibras de condução cardíacas possam manter os diferenciais normais de
concentração de eletrólitos através de suas membranas, e sua excitabilidade
pode ser tão afetada que a ritmicidade automática desaparece.
Em muitos casos de parada cardíaca por anestesia, a ressuscitação
cardiorrespiratória prolongada (durante muitos minutos ou até horas) tem
muito sucesso em restabelecer o ritmo cardíaco normal. Em alguns
pacientes, doença grave do miocárdio pode causar parada cardíaca
permanente ou semipermanente, com a possibilidade de causar morte. Para
tratar essa condição, têm sido usados com sucesso impulsos elétricos
rítmicos de um marca-passo cardíaco eletrônico implantado para manter os
pacientes vivos por meses a anos.
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UNIDADE IV
A Circulação
RESUMO DA UNIDADE
CAPÍTULO 14 - Visão Geral da Circulação; Biofísica de
Pressão, Fluxo e Resistência
Características Físicas da Circulação
Princípios Básicos da Função Circulatória
Inter‐relações da Pressão, Fluxo e Resistência
CAPÍTULO 15 - Distensibilidade Vascular e Funções
dos Sistemas Arterial e Venoso
Distensibilidade Vascular
Pulsações da Pressão Arterial
Veias e suas Funções
CAPÍTULO 16 - A Microcirculação e o Sistema
Linfático: Trocas Capilares, Líquido Intersticial e Fluxo
de Linfa
Estrutura da Microcirculação e do Sistema Capilar
Fluxo de Sangue nos Capilares — Vasomotilidade
Trocas de Água, Nutrientes e Outras Substâncias entre o
Sangue e o Líquido Intersticial
Interstício e o Líquido Intersticial
A Filtração do Líquido pelos Capilares é Determinada pelas
Pressões Osmóticas Hidrostáticas e Coloidais e Também
pelo Coeficiente de Filtração Capilar
Sistema Linfático
CAPÍTULO 17 - Controle Local e Humoral do Fluxo
Sanguíneo dos Tecidos
Controle Local do Fluxo Sanguíneo em Resposta às
Necessidades Teciduais
Mecanismos de Controle do Fluxo Sanguíneo
Controle Humoral da Circulação
CAPÍTULO 18 - Regulação Nervosa da Circulação e o
Controle Rápido da Pressão Arterial
Regulação Nervosa da Circulação
Características Especiais do Controle Nervoso da Pressão
Arterial
CAPÍTULO 19 - O Papel dos Rins no Controle a Longo
Prazo da Pressão Arterial e na Hipertensão: O Sistema
Integrado de Regulação da Pressão Arterial
Sistema Rim‐Líquidos Corporais para o Controle da Pressão
Arterial
O Sistema Renina‐Angiotensina: seu Papel no Controle da
Pressão Arterial
Resumo do Sistema Integrado e Multifacetado para a
Regulação da Pressão Arterial
CAPÍTULO 20 - Débito Cardíaco, Retorno Venoso e
suas Regulações
Valores Normais para o Débito Cardíaco em Repouso e
durante a Atividade
Controle do Débito Cardíaco pelo Retorno Venoso —
Mecanismo de Frank‐Starling do Coração
Métodos de Medida do Débito Cardíaco
CAPÍTULO 21 - Fluxo Sanguíneo nos Músculos e o
Débito Cardíaco durante o Exercício; a Circulação
Coronariana e a Doença Cardíaca Isquêmica
Regulação do Fluxo Sanguíneo no Músculo Esquelético no
Repouso e durante o Exercício
Circulação Coronariana
CAPÍTULO 22 - Insuficiência Cardíaca
Dinâmica Circulatória na Insuficiência Cardíaca
Insuficiência Cardíaca Esquerda Unilateral
Insuficiência Cardíaca de Baixo Débito — Choque
Cardiogênico
Edema em Pacientes com Insuficiência Cardíaca
Reserva Cardíaca
CAPÍTULO 23 - Valvas e Bulhas Cardíacas; Defeitos
Cardíacos Valvares e Congênitos
Bulhas Cardíacas
Dinâmica Circulatória Anormal nas Valvulopatias
Dinâmica Circulatória Anormal nos Defeitos Cardíacos
Congênitos
Utilização da Circulação Extracorporal durante Cirurgia
Cardíaca
Hipertrofia Cardíaca nas Cardiopatias Valvulares e
Congênitas
CAPÍTULO 24 - Choque Circulatório e seu Tratamento
Causas Fisiológicas do Choque
Choque Causado por Hipovolemia — Choque Hemorrágico
Choque Neurogênico — Aumento da Capacidade Vascular
Choque Anafilático e Choque Histamínico
Choque Séptico
Fisiologia do Tratamento do Choque
Parada Circulatória
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CAPÍTULO 14
Visão Geral da Circulação;
Biofísica de Pressão, Fluxo e
Resistência
A função da circulação é a de suprir as necessidades dos tecidos corporais
— transportar até eles os nutrientes, eliminar os produtos do metabolismo,
levar hormônios de parte do corpo para a outra e, de modo geral, manter o
ambiente apropriado em todos os líquidos teciduais do organismo para que
as células sobrevivam e funcionem de maneira otimizada.
A intensidade do fluxo sanguíneo que passa por muitos tecidos é
controlada, sobretudo, em resposta às suas necessidades de nutrientes. Em
alguns órgãos, como os rins, a circulação serve para outras funções. Por
exemplo, o fluxo sanguíneo para os rins está muito além de suas
necessidades metabólicas e está relacionado à sua função excretora,
demandando que grande volume de sangue seja filtrado a cada minuto.