Tratado de Fisiologia Médica
Leucopenia
Os mastócitos e os basófilos têm um papel extremamente importante em
alguns tipos de reações alérgicas, porque o tipo de anticorpo que causa as
reações alérgicas, a imunoglobulina E (IgE), tem propensão especial para se
prender aos mastócitos e basófilos. A seguir, quando o antígeno específico
para o anticorpo IgE específico subsequentemente reage com o anticorpo, a
fixação resultante do antígeno ao anticorpo promove a ruptura do mastócito
ou do basófilo, liberando quantidade enorme de histamina, bradicinina,
serotonina, heparina, substância de reação lenta da anafilaxia (uma
mistura de três leucotrienos) e diversas enzimas lisossômicas. Essas
substâncias causam reações vasculares e teciduais locais responsáveis por
várias, se não pela maioria, das manifestações alérgicas. Essas reações são
discutidas em maiores detalhes no Capítulo 35.
LEUCOPENIA
A condição clínica conhecida como leucopenia ocorre, ocasionalmente,
quando a medula óssea produz poucos leucócitos. Essa condição deixa o
corpo desprotegido contra muitas bactérias e outros agentes que possam vir
a invadir os tecidos.
Normalmente, o corpo humano vive em simbiose com muitas bactérias,
pois todas as membranas mucosas do corpo estão constantemente expostas
à grande variedade de bactérias. A boca quase sempre contém diversos
espiroquetas, pneumococos e estreptococos, e essas mesmas bactérias estão
presentes em menor grau em todo o trato respiratório. O trato
gastrointestinal distal é, sobretudo, abundante em bacilos colônicos. Além
disso, sempre se pode encontrar bactérias nas superfícies dos olhos, na
uretra e na vagina. Qualquer diminuição do número de leucócitos permite,
imediatamente, a invasão dos tecidos adjacentes por bactérias que já
estavam presentes.