Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 172 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Leucopenia

Os mastócitos e os basófilos têm um papel extremamente importante em

alguns tipos de reações alérgicas, porque o tipo de anticorpo que causa as

reações alérgicas, a imunoglobulina E (IgE), tem propensão especial para se

prender aos mastócitos e basófilos. A seguir, quando o antígeno específico

para o anticorpo IgE específico subsequentemente reage com o anticorpo, a

fixação resultante do antígeno ao anticorpo promove a ruptura do mastócito

ou do basófilo, liberando quantidade enorme de histamina, bradicinina,

serotonina, heparina, substância de reação lenta da anafilaxia (uma

mistura de três leucotrienos) e diversas enzimas lisossômicas. Essas

substâncias causam reações vasculares e teciduais locais responsáveis por

várias, se não pela maioria, das manifestações alérgicas. Essas reações são

discutidas em maiores detalhes no Capítulo 35.

 

LEUCOPENIA

 

A condição clínica conhecida como leucopenia ocorre, ocasionalmente,

quando a medula óssea produz poucos leucócitos. Essa condição deixa o

corpo desprotegido contra muitas bactérias e outros agentes que possam vir

a invadir os tecidos.

Normalmente, o corpo humano vive em simbiose com muitas bactérias,

pois todas as membranas mucosas do corpo estão constantemente expostas

à grande variedade de bactérias. A boca quase sempre contém diversos

espiroquetas, pneumococos e estreptococos, e essas mesmas bactérias estão

presentes em menor grau em todo o trato respiratório. O trato

gastrointestinal distal é, sobretudo, abundante em bacilos colônicos. Além

disso, sempre se pode encontrar bactérias nas superfícies dos olhos, na

uretra e na vagina. Qualquer diminuição do número de leucócitos permite,

imediatamente, a invasão dos tecidos adjacentes por bactérias que já

estavam presentes.