Tratado de Fisiologia Médica
Eosinófilos
macrófagos mortos e líquido tecidual. Essa mistura é comumente
denominada pus. Depois que a infecção foi suprimida, as células mortas e o
tecido necrótico no pus gradualmente passam por autólise durante período
de dias, e os produtos finais, com o passar do tempo, são absorvidos pelos
tecidos circundantes e pela linfa até que a maior parte dos resíduos da lesão
tecidual tenha sido eliminada.
EOSINÓFILOS
Os eosinófilos normalmente constituem cerca de 2% de todos os leucócitos
encontrados no sangue. Os eosinófilos são fagócitos fracos, apresentam
quimiotaxia, mas, em comparação aos neutrófilos, eles não dão proteção
significativa contra os tipos usuais de infecção.
Entretanto, os eosinófilos, em geral, são produzidos, em grande escala, em
pessoas com infecções parasitárias e migram para os tecidos acometidos
pelos parasitas. Apesar de a maioria dos parasitas ser demasiadamente
grande para ser fagocitada pelos eosinófilos ou qualquer outra célula
fagocítica, os eosinófilos se prendem aos parasitas por meio de moléculas
especiais de superfície e liberam substâncias que destroem muitos dos
parasitas. Por exemplo, uma das infecções parasitárias mais disseminadas
no mundo é a esquistos somose, infecção encontrada em aproximadamente
um terço da população de alguns países em desenvolvimento na Ásia,
África e América do Sul; seu parasita pode invadir qualquer parte do corpo.
Os eosinófilos se prendem às formas juvenis do parasita e destroem muitas
delas. Eles executam essa defesa por vários meios: (1) pela liberação de
enzimas hidrolíticas de seus grânulos, que são lisossomos modificados; (2)
provavelmente também pela liberação de formas altamente reativas de
oxigênio que são especialmente letais para os parasitas; e (3) pela liberação pelos grânulos de polipeptídeo altamente larvicida, chamado proteína