Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 170 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Eosinófilos

macrófagos mortos e líquido tecidual. Essa mistura é comumente

denominada pus. Depois que a infecção foi suprimida, as células mortas e o

tecido necrótico no pus gradualmente passam por autólise durante período

de dias, e os produtos finais, com o passar do tempo, são absorvidos pelos

tecidos circundantes e pela linfa até que a maior parte dos resíduos da lesão

tecidual tenha sido eliminada.

 

EOSINÓFILOS

 

Os eosinófilos normalmente constituem cerca de 2% de todos os leucócitos

encontrados no sangue. Os eosinófilos são fagócitos fracos, apresentam

quimiotaxia, mas, em comparação aos neutrófilos, eles não dão proteção

significativa contra os tipos usuais de infecção.

Entretanto, os eosinófilos, em geral, são produzidos, em grande escala, em

pessoas com infecções parasitárias e migram para os tecidos acometidos

pelos parasitas. Apesar de a maioria dos parasitas ser demasiadamente

grande para ser fagocitada pelos eosinófilos ou qualquer outra célula

fagocítica, os eosinófilos se prendem aos parasitas por meio de moléculas

especiais de superfície e liberam substâncias que destroem muitos dos

parasitas. Por exemplo, uma das infecções parasitárias mais disseminadas

no mundo é a esquistos somose, infecção encontrada em aproximadamente

um terço da população de alguns países em desenvolvimento na Ásia,

África e América do Sul; seu parasita pode invadir qualquer parte do corpo.

Os eosinófilos se prendem às formas juvenis do parasita e destroem muitas

delas. Eles executam essa defesa por vários meios: (1) pela liberação de

enzimas hidrolíticas de seus grânulos, que são lisossomos modificados; (2)

provavelmente também pela liberação de formas altamente reativas de

oxigênio que são especialmente letais para os parasitas; e (3) pela liberação pelos grânulos de polipeptídeo altamente larvicida, chamado proteína