Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 215 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Mergulho com Scuba (Self Contained Underwater Breathing Apparatus)

dissolve nos tecidos do corpo, em comparação com o nitrogênio, reduzindo,

assim, o problema de doença da descompressão; e (3) a baixa densidade do

hélio (um sétimo da densidade do nitrogênio) mantém mínima a resistência

das vias aéreas para respirar, o que é muito importante, porque o nitrogênio

muito comprimido é tão denso que a resistência das vias aéreas fica

extrema, às vezes colocando o trabalho de respirar além do suportável.

Finalmente, nos mergulhos muito profundos é importante reduzir a

concentração de O na mistura gasosa, porque de outro modo resultaria em 2

toxicidade pelo O . Por exemplo, à profundidade de 700 pés (210 metros) 2

(22 atmosferas), mistura de O a 1% fornecerá todo o O necessário ao 2 2

mergulhador, enquanto mistura de O a 21% (a porcentagem no ar) fornece 2

Po aos pulmões de mais de 4 atmosferas, nível muito provável de causar 2

convulsões em tão pouco tempo quanto 30 minutos.

 

MERGULHO COM SCUBA (SELF CONTAINED

UNDERWATER BREATHING APPARATUS)

 

Antes da década de 1940, quase todo mergulho usava escafandro conectado

à mangueira, pela qual o ar era bombeado da superfície para o mergulhador.

Então, em 1943, o explorador francês Jacques Cousteau popularizou um

aparelho autônomo de respiração subaquática conhecido como SCUBA. O

tipo de aparelho SCUBA usado em mais de 99% de todos os mergulhos

esportivos e comerciais é o sistema de demanda de circuito aberto,

mostrado na Figura 45-4. Esse sistema consiste nos seguintes

componentes: (1) um ou mais tanques contendo ar comprimido ou alguma

outra mistura para respirar; (2) válvula “redutora” de primeiro estágio, para

reduzir a pressão muito alta dos tanques a um nível de baixa pressão; (3)

combinação de válvula de “demanda” de inalação e válvula de exalação que permite que o ar seja puxado para dentro dos pulmões com leve pressão

negativa da respiração e, a seguir, seja exalado para o mar sob pressão

ligeiramente positiva em relação à pressão circundante; e (4) máscara e

sistema de tubulação com pequeno “espaço morto”.

O sistema de demanda opera do seguinte modo: a válvula de redução do

primeiro estágio reduz a pressão dos tanques, de modo que o ar fornecido à

máscara tem pressão de apenas alguns mmHg maior que a pressão da água

circundante. A mistura para respirar não flui continuamente para a máscara.

Em vez disso, a cada inspiração, uma leve pressão negativa extra na válvula

de demanda da máscara puxa para abrir o diafragma da válvula e essa ação

libera ar automaticamente do tanque para a máscara e dos pulmões. Dessa

maneira, somente a quantidade de ar necessária para inalação entra na

máscara. Em seguida à expiração, o ar não pode retornar para o tanque, mas

em vez disso é expirado para a água.

O problema mais importante do aparelho autônomo de respiração

subaquática é a quantidade limitada de tempo que se pode permanecer

abaixo da superfície da água; por exemplo, apenas alguns minutos são

possíveis na profundidade de 200 pés (60 metros). O motivo dessa

limitação é que o imenso fluxo de ar dos tanques é necessário para remover

o CO para fora dos pulmões — quanto maior a profundidade, maior o 2

fluxo de ar em termos de quantidade de ar por minuto que é necessária,

porque os volumes foram comprimidos para pequenos tamanhos.