Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 5 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Resumo — Automaticidade do Corpo

feedback negativo.

 

Tipos mais Complexos de Sistemas de Controle —

Controle Adaptativo

Mais adiante, neste livro, quando estivermos estudando o sistema nervoso,

veremos que este sistema contém grande número de mecanismos de

controle interconectados. Alguns são simples sistemas de feedback,

parecidos com os que já foram discutidos. Muitos não o são. Por exemplo,

alguns movimentos do corpo ocorrem tão rapidamente que não há tempo

suficiente para que os sinais nervosos per corram todo o caminho da

periferia do corpo até o cérebro e, então, novamente voltem à periferia para

controlar o movimento. Portanto, o cérebro usa o princípio, chamado

controle por feed-forward, para provocar as contrações musculares

necessárias. Isto é, os sinais nervosos sensoriais das partes que se movem

informam o cérebro se o movimento é realizado corretamente. Se não, o

cérebro corrige os sinais de feed-forward que envia aos músculos na

próxima vez que o movimento for necessário. Se ainda forem necessárias

mais correções, este processo será realizado de novo por movimentos

subsequentes. Isto é chamado controle adaptativo. O controle adaptativo, de

certa forma, é um feedback negativo retardado.

Dessa forma, pode-se perceber o quanto podem ser complexos os sistemas

corporais de controle de feedback. A vida de uma pessoa depende de todos

eles. Portanto, grande parte deste livro é dedicada à discussão desses

mecanismos vitais.

 

RESUMO — AUTOMATICIDADE DO CORPO

A finalidade deste Capítulo é a de destacar, em primeiro lugar, a

organização geral do corpo e, em segundo lugar, os meios pelos quais as

diferentes partes do corpo operam em harmonia. Em suma, o corpo, é na

verdade uma sociedade de cerca de 100 trilhões de células, organizadas em

estruturas funcionais distintas, algumas das quais são chamadas órgãos.

Cada estrutura funcional contribui com sua parcela para a manutenção das

condições homeostáticas no líquido extracelular que é chamado meio

interno. Enquanto as condições normais forem mantidas nesse meio interno,

as células do corpo continuam vivendo e funcionando adequadamente. A

homeostasia beneficia cada célula que, por sua vez, contribui com sua

parcela na manutenção da homeostasia. Essa interação recíproca

proporciona a automaticidade contínua do corpo, até que um ou mais

sistemas funcionais percam sua capacidade de contribuir com sua parcela

da função. Quando isso acontece, todas as células do corpo sofrem. A

disfunção extrema leva à morte; a disfunção moderada leva à doença.

 

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