Tratado de Fisiologia Médica
Oxigenoterapia Hiperbárica
Entretanto, o uso adequado de aparelhos de reinalação, em especial quando
se usa hélio, pode em teoria permitir o escape tão profundo quanto 600 pés
(180 metros) ou talvez mais.
Um dos principais problemas do escape é a prevenção de embolia por ar.
À medida que a pessoa ascende, os gases nos pulmões se expandem e às
vezes rompem vaso sanguíneo pulmonar, forçando os gases a entrar no vaso
e causando embolia gasosa da circulação. Por essa razão, quando a pessoa
ascende, ela deve fazer esforço especial para exalar continuamente.
Problemas de Saúde no Ambiente Interno do Submarino.
Excetuado o escape, a medicina submarina geralmente gira em torno de
vários problemas de engenharia, para excluir os perigos ao ambiente
interno. Primeiro, nos submarinos atômicos, existe o problema dos riscos da
radiação, mas com blindagem apropriada a quantidade de radiação recebida
pela tripulação submersa no mar tem sido menor que a radiação normal
recebida acima da superfície pelos raios cósmicos.
Segundo, gases venenosos ocasionalmente escapam para a atmosfera do
submarino e têm de ser controlados com muita rapidez. Por exemplo,
durante submersão de várias semanas, o ato de fumar, pela tripulação, pode
liberar monóxido de carbono suficiente para causar envenenamento por
monóxido de carbono, se não for removido rapidamente. E, em certas
ocasiões, foi constatado que mesmo o gás freon se difundiu para fora dos
sistemas de refrigeração em quantidade suficiente para causar toxicidade.
OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA
As intensas propriedades oxidantes do O em alta pressão (oxigênio 2
hiperbárico) podem ter valiosos efeitos terapêuticos em diversas condições
clínicas importantes. Por essa razão, grandes tanques de pressão estão agora disponíveis em muitos centros médicos, dentro dos quais os pacientes
podem ser postos e tratados com O hiperbárico. O O é geralmente 2 2
administrado a valores de Po de 2 a 3 atmosferas de pressão por máscara 2
ou tubo endotraqueal, enquanto o gás em torno do corpo é ar normal
comprimido ao mesmo nível de alta pressão.
Acredita-se que os mesmos radicais livres oxidantes respon sáveis pela
toxicidade do O também sejam responsáveis por pelo menos alguns dos 2
benefícios terapêuticos. Seguem-se algumas das condições nas quais a
oxigenote rapia hiperbárica foi especialmente benéfica.
Um uso bem-sucedido do oxigênio hiperbárico foi para tratamento da
gangrena gasosa. As bactérias que causam essa condição, os clostrídios,
crescem melhor sob condições anaeróbicas e param de crescer sob pressões
de O acima de cerca de 70 mmHg. Portanto, a oxigenação hiperbárica dos 2
tecidos pode com frequência deter inteiramente o processo infeccioso e
assim converter a condição, que antigamente era quase 100% fatal, em uma
que é curada na maioria dos casos pelo tratamento precoce com terapia
hiperbárica.
Outras condições nas quais a oxigenoterapia hiperbárica foi valiosa ou
possivelmente valiosa incluem doença da descompressão, embolia gasosa
arterial, envenenamento por monóxido de carbono, osteomielite e infarto do
miocárdio.
Bibliografia
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UNIDADE IX
O Sistema Nervoso: A. Princípios
Gerais e Fisiologia Sensorial
RESUMO DA UNIDADE
CAPÍTULO 46 - Organização do Sistema Nervoso,
Funções Básicas das Sinapses e Neurotransmissores
Plano Geral do Sistema Nervoso
Grandes Níveis Funcionais do Sistema Nervoso
Comparação do Sistema Nervoso com um Computador
Sinapses do Sistema Nervoso Central
Algumas Características Especiais da Transmissão
Sináptica
CAPÍTULO 47 - Receptores Sensoriais e Circuitos
Neuronais para o Processamento da Informação
Tipos de Receptores Sensoriais e os Estímulos que
Detectam
Transdução dos Estímulos Sensoriais em Impulsos
Nervosos
Transmissão de Sinais de Diferentes Intensidades pelos
Tratos Nervosos — Somação Espacial e Temporal
Transmissão e Processamento dos Sinais em Grupamentos
Neuronais
Instabilidade e Estabilidade de Circuitos Neuronais
CAPÍTULO 48 - Sensações Somáticas: I. Organização
Geral, as Sensações de Tato e de Posição Corporal
Classificação dos Sentidos Somáticos
Detecção e Transmissão das Sensações Táteis
Vias Sensoriais para a Transmissão dos Sinais Somáticos
Até o Sistema
Transmissão no Sistema da Coluna Dorsal — Lemnisco
Medial
Transmissão dos Sinais Sensoriais Menos Críticos na Via
Anterolateral
CAPÍTULO 49 - Sensações Somáticas: II. Dor, Cefaleia
e Sensações Térmicas
Tipos de Dor e suas Qualidades — Dor Rápida e Dor Lenta
Receptores para a Dor e sua Estimulação
Vias Duplas para a Transmissão dos Sinais Dolorosos ao
Sistema Nervoso Central
Sistema da Supressão da Dor (Analgesia) no Cérebro e na
Coluna Vertebral
Dor Referida
Dor Visceral
Sensações Térmicas
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