Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 217 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Oxigenoterapia Hiperbárica

Entretanto, o uso adequado de aparelhos de reinalação, em especial quando

se usa hélio, pode em teoria permitir o escape tão profundo quanto 600 pés

(180 metros) ou talvez mais.

Um dos principais problemas do escape é a prevenção de embolia por ar.

À medida que a pessoa ascende, os gases nos pulmões se expandem e às

vezes rompem vaso sanguíneo pulmonar, forçando os gases a entrar no vaso

e causando embolia gasosa da circulação. Por essa razão, quando a pessoa

ascende, ela deve fazer esforço especial para exalar continuamente.

 

Problemas de Saúde no Ambiente Interno do Submarino.

Excetuado o escape, a medicina submarina geralmente gira em torno de

vários problemas de engenharia, para excluir os perigos ao ambiente

interno. Primeiro, nos submarinos atômicos, existe o problema dos riscos da

radiação, mas com blindagem apropriada a quantidade de radiação recebida

pela tripulação submersa no mar tem sido menor que a radiação normal

recebida acima da superfície pelos raios cósmicos.

Segundo, gases venenosos ocasionalmente escapam para a atmosfera do

submarino e têm de ser controlados com muita rapidez. Por exemplo,

durante submersão de várias semanas, o ato de fumar, pela tripulação, pode

liberar monóxido de carbono suficiente para causar envenenamento por

monóxido de carbono, se não for removido rapidamente. E, em certas

ocasiões, foi constatado que mesmo o gás freon se difundiu para fora dos

sistemas de refrigeração em quantidade suficiente para causar toxicidade.

 

OXIGENOTERAPIA HIPERBÁRICA

 

As intensas propriedades oxidantes do O em alta pressão (oxigênio 2

hiperbárico) podem ter valiosos efeitos terapêuticos em diversas condições

clínicas importantes. Por essa razão, grandes tanques de pressão estão agora disponíveis em muitos centros médicos, dentro dos quais os pacientes

podem ser postos e tratados com O hiperbárico. O O é geralmente 2 2

administrado a valores de Po de 2 a 3 atmosferas de pressão por máscara 2

ou tubo endotraqueal, enquanto o gás em torno do corpo é ar normal

comprimido ao mesmo nível de alta pressão.

Acredita-se que os mesmos radicais livres oxidantes respon sáveis pela

toxicidade do O também sejam responsáveis por pelo menos alguns dos 2

benefícios terapêuticos. Seguem-se algumas das condições nas quais a

oxigenote rapia hiperbárica foi especialmente benéfica.

Um uso bem-sucedido do oxigênio hiperbárico foi para tratamento da

gangrena gasosa. As bactérias que causam essa condição, os clostrídios,

crescem melhor sob condições anaeróbicas e param de crescer sob pressões

de O acima de cerca de 70 mmHg. Portanto, a oxigenação hiperbárica dos 2

tecidos pode com frequência deter inteiramente o processo infeccioso e

assim converter a condição, que antigamente era quase 100% fatal, em uma

que é curada na maioria dos casos pelo tratamento precoce com terapia

hiperbárica.

Outras condições nas quais a oxigenoterapia hiperbárica foi valiosa ou

possivelmente valiosa incluem doença da descompressão, embolia gasosa

arterial, envenenamento por monóxido de carbono, osteomielite e infarto do

miocárdio.

 

Bibliografia

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Doolette DJ, Mitchell SJ: Hyperbaric conditions. Compr Physiol 1:163, 2011.

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Physiology (Bethesda) 28:284, 2013.

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Vann RD, Butler FK, Mitchell SJ, Moon RE: Decompression illness. Lancet 377:153, 2011.

 

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UNIDADE IX 

 

O Sistema Nervoso: A. Princípios

 

Gerais e Fisiologia Sensorial

 

RESUMO DA UNIDADE

 

CAPÍTULO 46 - Organização do Sistema Nervoso,

Funções Básicas das Sinapses e Neurotransmissores

Plano Geral do Sistema Nervoso

Grandes Níveis Funcionais do Sistema Nervoso

Comparação do Sistema Nervoso com um Computador

Sinapses do Sistema Nervoso Central

Algumas Características Especiais da Transmissão

Sináptica

CAPÍTULO 47 - Receptores Sensoriais e Circuitos

Neuronais para o Processamento da Informação

Tipos de Receptores Sensoriais e os Estímulos que

Detectam

Transdução dos Estímulos Sensoriais em Impulsos

Nervosos

Transmissão de Sinais de Diferentes Intensidades pelos

Tratos Nervosos — Somação Espacial e Temporal

Transmissão e Processamento dos Sinais em Grupamentos

Neuronais

Instabilidade e Estabilidade de Circuitos Neuronais

CAPÍTULO 48 - Sensações Somáticas: I. Organização

Geral, as Sensações de Tato e de Posição Corporal

Classificação dos Sentidos Somáticos

Detecção e Transmissão das Sensações Táteis

Vias Sensoriais para a Transmissão dos Sinais Somáticos

Até o Sistema

Transmissão no Sistema da Coluna Dorsal — Lemnisco

Medial

Transmissão dos Sinais Sensoriais Menos Críticos na Via

Anterolateral

CAPÍTULO 49 - Sensações Somáticas: II. Dor, Cefaleia

e Sensações Térmicas

Tipos de Dor e suas Qualidades — Dor Rápida e Dor Lenta

Receptores para a Dor e sua Estimulação

Vias Duplas para a Transmissão dos Sinais Dolorosos ao

Sistema Nervoso Central

Sistema da Supressão da Dor (Analgesia) no Cérebro e na

Coluna Vertebral

Dor Referida

Dor Visceral

Sensações Térmicas

 

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