Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 192 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

O Fluxo de Sangue pelos Pulmões e sua Distribuição

A Patologia Cardíaca Pode Desviar o Sangue da Circulação

Sistêmica para a Circulação Pulmonar. A insuficiência do lado

esquerdo do coração ou aumento da resistência ao fluxo sanguíneo pela

válvula mitral, resultante de estenose ou regurgitação mitral, faz com que o

sangue se acumule na circulação pulmonar, algumas vezes aumentando o

volume pulmonar por até 100% e causando grandes elevações nas pressões

vasculares pulmonares. Como o volume da circulação sistêmica é

aproximadamente nove vezes o da circulação pulmonar, o desvio de sangue

de um sistema para o outro afeta enormemente o sistema pulmonar, mas

costuma ter apenas leves efeitos na circulação sistêmica.

 

O FLUXO DE SANGUE PELOS PULMÕES E SUA

DISTRIBUIÇÃO

 

O fluxo de sangue pelos pulmões é, essencialmente, igual ao débito

cardíaco. Por conseguinte, os fatores que controlam o débito cardíaco —

sobretudo os fatores periféricos, já discutidos no Capítulo 20 — também

controlam o fluxo pulmonar. Na maioria das condições, os vasos

pulmonares atuam como tubos distensíveis que se dilatam com o aumento

da pressão e se estreitam com a diminuição da pressão. Para que ocorra a

aeração adequada do sangue, ele deve ser distribuído para os segmentos

pulmonares onde os alvéolos estão melhor oxigenados. Essa distribuição é

produzida por meio do seguinte mecanismo.

 

A Diminuição do Oxigênio Alveolar Reduz o Fluxo Sanguíneo

Alveolar Local e Regula a Distribuição do Fluxo Sanguíneo

Pulmonar. Quando a concentração de O no ar dos alvéolos cai abaixo do 2

normal — em especial, quando cai abaixo de 70% do normal (isto é, abaixo

da Po de 73 mmHg) —, os vasos sanguíneos adjacentes se contraem, com 2

a resistência vascular aumentando por mais de cinco vezes nos níveis de O2 extremamente baixos. Esse efeito é o oposto ao efeito observado nos vasos