Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 97 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Utilização da Circulação Extracorporal durante Cirurgia Cardíaca

coração também são muitas vezes associados a outros defeitos congênitos

do corpo da criança.

 

UTILIZAÇÃO DA CIRCULAÇÃO EXTRACORPORAL

DURANTE CIRURGIA CARDÍACA

 

É quase impossível reparar defeitos intracardíacos por meios cirúrgicos,

enquanto o coração ainda estiver bombeando. Por conseguinte, muitos tipos

de máquinas coração-pulmão artificiais foram desenvolvidas para assumir

o lugar do coração e dos pulmões durante o curso dessas cirurgias. Tal

sistema é referido como circulação extracorporal. O sistema consiste,

sobretudo, em uma bomba e aparelho de oxigenação. Quase todos os tipos

de bomba, que não produzam hemólise do sangue, parecem ser‐

apropriados.

Os métodos usados para oxigenar o sangue incluem (1) borbulhar

oxigênio pelo sangue e remover as bolhas do sangue antes de introduzi-lo

novamente no paciente; (2) fazer o sangue gotejar sobre as superfícies de

folhas plásticas na presença de oxigênio; (3) passar o sangue sobre as

superfícies de discos giratórios; ou (4) passar o sangue entre membranas

delgadas ou por tubos delgados que sejam permeáveis ao oxigênio e ao

dióxido de carbono.

Os diferentes sistemas defrontam-se com muitas dificuldades, incluindo a

hemólise do sangue, o desenvolvimento de pequenos coágulos no sangue, a

probabilidade de pequenas bolhas de oxigênio ou pequenos êmbolos de

agente antiespumante passando para as artérias do paciente, a necessidade

de grande quantidade de sangue para preparar todo o sistema, a falha em

trocar quantidades adequadas de oxigênio e a necessidade de utilizar

heparina para impedir a coagulação do sangue no sistema extracorporal. A

heparina também interfere com a hemostasia adequada durante o procedimento cirúrgico. Todavia, a despeito dessas dificuldades nas mãos