Tratado de Fisiologia Médica
Utilização da Circulação Extracorporal durante Cirurgia Cardíaca
coração também são muitas vezes associados a outros defeitos congênitos
do corpo da criança.
UTILIZAÇÃO DA CIRCULAÇÃO EXTRACORPORAL
DURANTE CIRURGIA CARDÍACA
É quase impossível reparar defeitos intracardíacos por meios cirúrgicos,
enquanto o coração ainda estiver bombeando. Por conseguinte, muitos tipos
de máquinas coração-pulmão artificiais foram desenvolvidas para assumir
o lugar do coração e dos pulmões durante o curso dessas cirurgias. Tal
sistema é referido como circulação extracorporal. O sistema consiste,
sobretudo, em uma bomba e aparelho de oxigenação. Quase todos os tipos
de bomba, que não produzam hemólise do sangue, parecem ser‐
apropriados.
Os métodos usados para oxigenar o sangue incluem (1) borbulhar
oxigênio pelo sangue e remover as bolhas do sangue antes de introduzi-lo
novamente no paciente; (2) fazer o sangue gotejar sobre as superfícies de
folhas plásticas na presença de oxigênio; (3) passar o sangue sobre as
superfícies de discos giratórios; ou (4) passar o sangue entre membranas
delgadas ou por tubos delgados que sejam permeáveis ao oxigênio e ao
dióxido de carbono.
Os diferentes sistemas defrontam-se com muitas dificuldades, incluindo a
hemólise do sangue, o desenvolvimento de pequenos coágulos no sangue, a
probabilidade de pequenas bolhas de oxigênio ou pequenos êmbolos de
agente antiespumante passando para as artérias do paciente, a necessidade
de grande quantidade de sangue para preparar todo o sistema, a falha em
trocar quantidades adequadas de oxigênio e a necessidade de utilizar
heparina para impedir a coagulação do sangue no sistema extracorporal. A
heparina também interfere com a hemostasia adequada durante o procedimento cirúrgico. Todavia, a despeito dessas dificuldades nas mãos