Tratado de Fisiologia Médica

John E. Hall · Capítulo 338 de 351

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Tratado de Fisiologia Médica

Testosterona e Outros Hormônios Sexuais Masculinos

profundos da vagina e, talvez, mesmo levemente, para o colo do útero.

Esse período todo de emissão e ejaculação é chamado orgasmo masculino.

No final, a excitação sexual masculina desaparece, quase inteiramente, em 1

a 2 minutos, e a ereção cessa, processo chamado resolução.

 

TESTOSTERONA E OUTROS HORMÔNIOS SEXUAIS

MASCULINOS

 

SECREÇÃO, METABOLISMO E QUÍMICA DOS

HORMÔNIOS SEXUAIS MASCULINOS

 

Secreção de Testosterona pelas Células Intersticiais de Leydig

nos Testículos. Os testículos secretam muitos hormônios sexuais

masculinos, chamados, coletivamente, androgênios, incluindo a

testosterona, di-hidrotestosterona e androstenediona. A testosterona é mais

abundante do que os outros, às vezes considerada como o hormônio

testicular mais importante, embora a maioria da testosterona seja, por fim,

convertida, nos tecidos-alvo, no hormônio mais ativo, a di-

hidrotestosterona.

A testosterona é formada pelas células intersticiais de Leydig, situadas no

interstício entre os túbulos seminíferos, e constituem, aproximadamente,

20% da massa dos testículos adultos, como mostrado na Figura 81-7. As

células de Leydig são praticamente inexistentes nos testículos durante a

infância, época em que os testículos quase não secretam testosterona, mas

elas são numerosas no recém-nascido do sexo masculino nos primeiros

meses de vida e no homem adulto após a puberdade; em ambas as épocas,

os testículos secretam grande quantidade de testosterona. Além disso,

quando se desenvolvem tumores nas células intersticiais de Leydig, grande

quantidade de testosterona é secretada. Finalmente, quando o epitélio germinativo dos testículos é destruído por tratamento com raios X ou por

calor excessivo, as células de Leydig, que não são facilmente destruídas,

geralmente continuam a produzir testosterona.

 

Figura 81-7. Células intersticiais de Leydig, as células que secretam testosterona, localizadas nos interstícios entre os túbulos seminíferos.

 

Secreção de Androgênios em Outros Locais do Corpo. O termo “androgênio”

significa qualquer hormônio esteroide que tenha efeitos masculinizantes, incluindo

a testosterona; também inclui os hormônios sexuais masculinos produzidos em

outros locais do corpo além dos testículos. Por exemplo, as glândulas adrenais

secretam, pelo menos, cinco androgênios, embora a atividade masculinizante total desses androgênios seja normalmente tão baixa (< 5% do total no homem adulto),

que, mesmo na mulher, eles não geram características masculinas significativas,

exceto a indução do crescimento de pelos pubianos e das axilas. No entanto, quando ocorre tumor das células da adrenal que produzem androgênios, a quantidade de hormônios androgênicos pode, então, tornar-se elevada o

suficiente para induzir todas as características sexuais secundárias masculinas

usuais, mesmo na fêmea. Esses efeitos estão descritos, com a síndrome

adrenogenital, no Capítulo 78.

Raramente, as células embrionárias em repouso no ovário podem desenvolver

tumor que produz quantidades excessivas de androgênio na mulher; tal tumor é o

arrenoblastoma. O ovário normal também produz pequenas quantidades de

androgênio, mas não são significativas.

Química dos Androgênios. Todos os androgênios são compostos esteroides,

como mostrado pelas fórmulas na Figura 81-8 para testosterona e di-

hidrotestosterona. Nos testículos e nas adrenais, os androgênios podem ser

sintetizados do colesterol ou diretamente da acetil coenzima A.

 

Figura 81-8. Testosterona e di-hidrotestosterona.

 

Metabolismo da Testosterona. Após a secreção pelos testículos,

aproximadamente 97% da testosterona liga-se fracamente à albumina plasmática

ou liga-se, mais fortemente, a uma betaglobulina, chamada globulina ligada ao

hormônio sexual, e, assim, circula no sangue, de 30 minutos a várias horas.

Então, a testosterona é transferida para os tecidos ou é degradada, formando

produtos inativos que são, subsequentemente, excretados.

A maior parte da testosterona que se fixa nos tecidos é convertida, nas células

dos tecidos, em di-hidrotestosterona, especialmente em certos órgãos-alvo, tais

como a próstata no adulto e a genitália externa do feto masculino. Algumas ações

da testosterona dependem dessa conversão, enquanto outras ações não. As

funções intracelulares serão discutidas adiante, neste Capítulo.

Degradação e Excreção da Testosterona. A testosterona que não se fixa nos

tecidos é convertida rapidamente, principal mente pelo fígado, em androsterona e

desidroepiandrosterona e, simultaneamente, conjugada com glicuronídeos ou

sulfatos (particularmente glicuronídeos). Essas substâncias são excretadas pelo intestino, por meio da bile, ou na urina, pelos rins.

Produção de Estrogênio no Macho. Além da testosterona, pequenas

quantidades de estrogênio são formadas no macho (cerca de um quinto da

quantidade encontrada na fêmea não grávida), podendo ser recuperada uma quantidade razoável de estrogênios na urina do homem. Não está totalmente

esclarecida qual é a fonte exata de estrogênios no macho, mas se conhece o

seguinte:

1. A concentração de estrogênios no líquido dos túbulos seminíferos é bastante

alta e, provavelmente, tem papel importante na espermiogênese. Acredita-se

que esse estrogênio seja formado pelas células de Sertoli, pela conversão da

testosterona em estradiol.

2. Quantidades muito maiores de estrogênio são formadas a partir da testosterona

e do androstanediol em outros tecidos corporais, especialmente no fígado,

provavelmente respondendo por mais de 80% da produção total masculina de estrogênio.

 

FUNÇÕES DA TESTOSTERONA

 

Em geral, a testosterona é responsável pelas características que diferenciam

o corpo masculino. Mesmo durante a vida fetal, os testículos são

estimulados pela gonadotropina coriô nica, proveniente da placenta, a

produzir quantidades moderadas de testosterona por todo o período de

desenvolvimento fetal e por 10 semanas ou mais, após o nascimento; depois

disso, praticamente não é produzida testosterona durante a infância, até

cerca das idades de 10 a 13 anos. Então, a produção de testosterona

aumenta rapidamente, sob estímulo dos hormônios gonadotrópicos da

hipófise anterior, no início da puberdade, permanecendo assim pela maior

parte do resto da vida, como mostrado naFigura 81-9, diminuindo

rapidamente após os 50 anos e caindo para 20% a 50% dos valores

máximos, aos 80 anos.

Figura 81-9. Os diferentes estágios da função sexual masculina, refletidos pelas concentrações médias de testosterona plasmática (linha vermelha) e pela produção de espermatozoides (linha azul) em diferentes idades. (Modificada de Griffin JF, Wilson JD: The testis. In: Bondy PK, Rosenberg LE [eds]: Metabolic Control and Disease, 8th ed. Philadelphia: WB Saunders, 1980.)

 

Funções da Testosterona Durante o Desenvolvimento

Fetal

 

A testosterona começa a ser elaborada pelos testículos fetais masculinos por

volta da sétima semana de vida embrionária. De fato, uma das principais

diferenças funcionais entre os cromossomos sexuais masculinos e os

femininos é que o cromossomo masculino tem o gene da região

determinante do sexo no Y (SRY) que codifica uma proteína denominada

fator de determinação testicular (também deno minada proteína SRY). A proteína SRY inicia uma cascata de ativações genéticas que faz com que as

células do tubérculo (crista) genital se diferenciem em células que secretam

testosterona e, por fim, formam os testículos, enquanto o cromossomo

feminino faz com que a crista se diferencie em células que secretam

estrogênios.

A injeção de grande quantidade de hormônio sexual masculino em

animais prenhes promove o desenvolvimento de órgãos sexuais masculinos

no feto, embora este seja do sexo feminino. Também, a remoção dos

testículos de feto masculi no precoce induz o desenvolvimento de órgãos

sexuais femininos.

Assim, a testosterona secretada inicialmente pelas cristas genitais e,

posteriormente, pelos testículos fetais é responsável pelo desenvolvimento

das características do corpo masculino, incluindo a formação do pênis e do

saco escrotal, em vez do clitóris e da vagina. Ainda, a testosterona induz a

formação da próstata, das vesículas seminais e dos ductos genitais

masculinos, enquanto, ao mesmo tempo, suprime a formação dos órgãos

genitais femininos.

 

Efeito da Testosterona na Descida dos Testículos. Os testículos

geralmente descem para o saco escrotal durante os últimos 2 a 3 meses de

gestação, quando começam a secretar quantidades razoáveis de

testosterona. Se um menino nasce com os testículos normais, mas que não

desceram para o saco escrotal, a administração de testosterona

frequentemente faz com que eles desçam do modo habitual, caso os canais

inguinais sejam suficientemente largos para permitir a passagem dos

testículos.

A administração de hormônios gonadotrópicos, que estimu lam as células

de Leydig dos testículos do menino recém-nascido a produzir testosterona,

pode também induzir a descida dos testículos. Assim, o estímulo para a

descida dos testículos é a testosterona, indicando, mais uma vez, que este é um hormônio importante para o desenvolvimento sexual masculino, durante

a vida fetal.

 

Efeito da Testosterona no Desenvolvimento das

Características Sexuais Adultas Primárias e Secundárias

Após a puberdade, quantidades crescentes de secreção de testosterona

fazem com que o pênis, o saco escrotal e os testículos aumentem de

tamanho, em aproximadamente oito vezes antes dos 20 anos de idade. Além

disso, a testosterona causa o desenvolvimento das características sexuais

secundárias masculinas, começando na puberdade e terminando na

maturidade. Essas características sexuais secundárias, além dos próprios

órgãos sexuais, distinguem o macho da fêmea, como será descrito a seguir.

 

Efeito na Distribuição dos Pelos Corporais. A testosterona induz o

crescimento de pelos (1) no púbis; (2) para cima ao longo da linha alba do

abdome, algumas vezes até o umbigo ou acima; (3) na face; (4) geralmente

no tórax; e (5), menos frequentemente, em outras regiões do corpo, como as

costas. A testosterona também faz com que os pelos de outras partes do

corpo sejam mais abundantes.

 

Padrão da Calvície Masculina. A testosterona reduz o crescimento de

cabelos no topo da cabeça; homem que não tem os testículos funcionais não

fica calvo. Entretanto, muitos homens viris nunca ficam calvos porque a

calvície é resultado de dois fatores: primeiro, a herança genética para o

desenvolvimento de calvície e, segundo, sobreposta a essa herança genética,

grandes quantidades de hormônios androgênicos. Uma mulher que tem a

herança genética apropriada e desenvolve tumor androgênico de longa

duração fica calva do mesmo modo que o homem.

Efeito na Voz. A testosterona secretada pelos testículos ou injetada no

corpo produz hipertrofia da mucosa laríngea e alargamento da laringe.

Inicialmente, esses efeitos causam voz relativamente dissonante, “rachada”,

mas esta, gradualmente, transforma-se na voz masculina típica do adulto.

 

A Testosterona Aumenta a Espessura da Pele e Pode Contribuir

para o Desenvolvimento de Acne. A testosterona aumenta a espessura

da pele de todo o corpo e a rigidez dos tecidos subcutâneos. A testosterona

aumenta também a secreção de algumas, ou talvez de todas, glândulas

sebáceas do corpo. A secreção excessiva pelas glândulas sebáceas do rosto

é de especial importância, porque pode ter como resultado a acne. Assim, a

acne é uma das características mais comuns da adolescência masculina,

quando o corpo está sendo exposto pela primeira vez a quantidades

elevadas de testosterona. Após muitos anos de exposição à testosterona, a

pele em geral se adapta à presença desse hormônio, de modo a superar a

acne.

 

A Testosterona Aumenta a Formação de Proteínas e o

Desenvolvimento Muscular. Uma das características masculinas mais

importantes é o desenvolvimento da muscu latura após a puberdade, com

aumento de cerca de 50% da massa muscular em relação às meninas. Esse

aumento da massa muscular está associado à elevação da quantidade de

proteína também em regiões não musculares do corpo. Muitas das

alterações da pele se devem à deposição de proteínas, e as alterações na voz

também resultam, parcialmente, dessa função anabólica proteica da

testosterona.

Devido ao grande efeito da testosterona e de outros androgênios na

musculatura corpórea, androgênios sintéticos têm sido muito utilizados por

atletas para aumentar seu desempenho muscular. Essa prática tem sido

severamente desaprovada, devido aos efeitos prejudiciais prolongados do

excesso de androgênios, como discutido no Capítulo 85, em relação à

fisiologia do esporte. A testosterona ou os androgênios sintéticos são

usados, ocasionalmente, também em idosos como “hormônio da juventude”

para aumentar a força muscular e o vigor, mas com resultados

questionáveis.

 

A Testosterona Aumenta a Matriz Óssea e Induz a Retenção de

Cálcio. Após o grande aumento da testosterona circulante que ocorre na

puberdade (ou após a injeção prolongada de testosterona), os ossos crescem

consideravelmente mais espessos e depositam grandes quantidades

adicionais de sais de cálcio. Assim, a testosterona aumenta a quantidade

total de matriz óssea e promove a retenção do cálcio. Acredita-se que o

aumento na matriz óssea seja resultado da função geral da testosterona, no

anabolismo proteico, e da deposição aumentada de sais de cálcio, em

resposta ao aumento das proteínas.

A testosterona tem efeito específico na pelve de (1) estreitar a passagem

pélvica; (2) alongá-la; (3) dar-lhe forma afunilada, em vez da forma larga e

ovoide da pelve feminina; e (4) aumentar muito a força de toda a pelve para

que possa suportar pesos. Na ausência da testosterona, a pelve masculina se

desenvolve de forma semelhante à feminina.

Devido ao fato de a testosterona aumentar o tamanho e a força dos ossos,

ela é, às vezes, usada em homens idosos para o tratamento da osteoporose.

Quando grande quantidade de testosterona (ou de qualquer outro

androgênio) é, anormalmente, secretada na criança em desenvolvimento, o

crescimento ósseo aumenta acentuadamente, provocando aumento abrupto

na altura total do corpo. Entretanto, a testosterona também faz com que as

epífises dos ossos longos se unam à parte longa dos ossos em idade

precoce. Assim, apesar da rapidez do crescimento, essa união precoce das

epífises impede a pessoa de crescer até a altura que ela teria, caso a

testosterona não tivesse sido secretada. Mesmo no homem normal, a altura adulta final é ligeiramente menor do que a que ocorre em homens castrados

antes da puberdade.

 

A Testosterona Aumenta a Taxa Metabólica Basal. A injeção de

grande quantidade de testosterona pode aumentar o metabolismo basal em

até 15%. Mesmo a quantidade normal de testosterona, secretada pelos

testículos durante a adolescência e no início da vida adulta, aumenta o

metabolismo em 5% a 10% acima do valor esperado, caso os testículos não

fossem ativos. O metabolismo elevado possivelmente é resultado do efeito

da testosterona no anabolismo proteico, aumentando a quantidade de

proteínas — especialmente enzimas — e, assim, aumentando a atividade de

todas as células.

 

A Testosterona Aumenta as Hemácias. Quando quantidades normais

de testosterona são injetadas em adulto castrado, o número de hemácias por

milímetro cúbico de sangue aumenta de 15% a 20%. Além disso, o homem

médio tem aproximadamente 700.000 hemácias por milímetro cúbico a

mais do que a mulher média. Apesar da forte associação da testosterona ao

hematócrito aumentado, a testosterona não parece elevar diretamente os

níveis de eritropoetina ou ter efeito direto na produção das hemácias. O

efeito da testosterona no aumento da produção de hemácias pode ser

devido, pelo menos em parte, indiretamente ao metabolismo aumentado que

ocorre após a administração de testosterona.

 

Efeito no Equilíbrio Hídrico e Eletrolítico. Muitos hormônios

esteroides podem aumentar a reabsorção de sódio nos túbulos distais renais,

como foi ressaltado no Capítulo 78. A testosterona também tem esse efeito,

mas em menor grau, quando comparada aos mineralocorticoides adrenais.

No entanto, no homem, após a puberdade, os volumes de sangue e líquido

extracelular aumentam de 5% a 10% em relação ao peso corporal. MECANISMO INTRACELULAR BÁSICO DE AÇÃO DA

TESTOSTERONA

 

A maioria dos efeitos da testosterona resulta basicamente do aumento da

formação de proteínas nas células-alvo. Isso tem sido estudado

extensamente na próstata, que é um dos órgãos mais afetados pela

testosterona. Nessa glândula, a testosterona entra nas células prostáticas, em

poucos minutos, após a secreção. Então, ela é, principalmente, convertida

sob influência da enzima intracelular 5a-redutase, em di-hidro testosterona,

e esta, por sua vez, liga-se à “proteína receptora” citoplasmática. Esse

complexo migra para o núcleo da célula, onde se liga a uma proteína

nuclear e induz a transcrição do DNA em RNA. Em 30 minutos, a RNA

polimerase fica ativa, e a concentração de RNA começa a aumentar nas

células prostáticas, em seguida ocorre aumento progressivo das proteínas

celulares. Após muitos dias, a quantidade de DNA na próstata também

aumenta, e ocorre elevação simultânea do número de células prostáticas.

A testosterona estimula a produção de proteínas praticamente em todo o

corpo, embora, de modo mais específico, afete as proteínas nos tecidos ou

órgãos “alvos”, responsáveis pelo desenvolvimento das características

sexuais masculinas primárias e secundárias.

Estudos recentes sugerem que a testosterona, assim como outros

hormônios esteroides, também pode exercer alguns efeitos rápidos, não

genômicos, que não requerem síntese de novas proteínas. No entanto, o

papel fisiológico dessas ações não genômicas da testosterona ainda precisa

ser determinado.

 

CONTROLE DAS FUNÇÕES SEXUAIS MASCULINAS

PELOS HORMÔNIOS HIPOTALÂMICOS E DA HIPÓFISE

ANTERIOR

A maior parte do controle das funções sexuais, tanto dos homens quanto das

mulheres, começa com a secreção do hormônio liberador de gonadotropina

(GnRH) pelo hipotálamo (Figura 81-10). Esse hormônio, por sua vez,

estimula a hipófise anterior a secretar dois outros hormônios chamados

hormônios gonadotrópicos: (1) hormônio luteinizante (LH); e (2) hormônio

foliculoestimulante (FSH). Por sua vez, LH é o estímulo primário para a

secreção de testosterona pelos testículos, e FSH estimula, principalmente, a

espermatogênese.

Figura 81-10. Regulação por feedback do eixo hipotálamo-hipófise-testículo nos homens. Efeitos estimulatórios são representados pelo sinal mais e efeitos inibitórios por feedback negativo são representados pelo sinal menos. FSH, hormônio foliculoestimulante; GnRH, hormônio liberador de gonadotropina; LH, hormônio luteinizante; SNC, sistema nervoso central.

O GnRH e seus Efeitos em Aumentar a Secreção do

Hormônio Luteinizante e Hormônio Foliculoestimulante

 

O GnRH é um peptídeo com 10 aminoácidos, secretado pelos neurônios,

cujos corpos celulares estão localizados no núcleo arqueado do hipotálamo.

As terminações desses neurônios encontram-se, principalmente, na

eminência mediana do hipotálamo, onde liberam GnRH no sistema vascular

portal hipotalâmico-hipofisário. Então, o GnRH é transportado para a

hipófise anterior, na circulação portal hipofisária, e estimula a liberação de

duas gonadotropinas, o LH e o FSH.

O GnRH é secretado durante poucos minutos, intermitentemente, a cada 1

a 3 horas. A intensidade desse estímulo hormonal é determinada de duas

maneiras: (1) pela frequên cia desses ciclos de secreção; e (2) pela

quantidade de GnRH liberado em cada ciclo.

A secreção de LH pela hipófise anterior é também cíclica, seguindo quase

fielmente o padrão de liberação pulsátil do GnRH. Ao contrário, a secreção

de FSH aumenta e diminui apenas ligeiramente a cada flutuação da

secreção do GnRH; ela muda mais lentamente em um período de muitas

horas, em resposta às alterações em longo prazo no GnRH. Por causa dessa

relação mais estreita entre a secreção de GnRH e a secreção de LH, o

GnRH é também conhecido como hormônio liberador de LH.

 

Hormônios Gonadotrópicos: Hormônio Luteinizante e

Hormônio Foliculoestimulante

Os dois hormônios gonadotrópicos, LH e FSH, são secretados pelas

mesmas células da hipófise anterior, chamadas gonadotropos. Na ausência

de secreção de GnRH pelo hipotálamo, os gonadotropos da hipófise quase

não secretam LH ou FSH.

O LH e o FSH são glicoproteínas. Eles exercem seus efeitos nos tecidos-

alvo dos testículos, principalmente por ativar o sistema de segundo mensageiro do monofosfato de adenosina cíclico que, por sua vez, ativa

sistemas enzimáticos específicos nas respectivas células-alvo.

 

Regulação da Produção de Testosterona pelo Hormônio

Luteinizante. A testosterona é secretada pelas células intersticiais de

Leydig nos testículos, mas apenas quando estas são estimuladas pelo LH

proveniente da hipófise anterior. Além disso, a quantidade de testosterona

secretada aumenta, aproximadamente, em proporção direta à quantidade de

LH que está disponível.

As células de Leydig maduras são encontradas normalmente nos testículos

de criança, durante poucas semanas após o nascimento, mas, então,

desaparecem até a idade de 10 anos, aproximadamente. No entanto, injeção

de LH purificado em criança de qualquer idade ou secreção de LH na

puberdade faz com que as células intersticiais testiculares, que se

assemelham aos fibroblastos, evoluam para células de Leydig funcionais.

 

Inibição da Secreção de LH e FSH da Hipófise Anterior pela

Testosterona — Controle por Feedback Negativo da Secreção

de Testosterona. A testosterona secretada pelos testículos em resposta ao

LH tem o efeito recíproco de inibir a secreção de LH pela hipófise anterior

(Figura 81-10). A maior parte dessa inibição, provavelmente, resulta de

efeito direto da testosterona no hipotálamo, reduzindo a secreção de GnRH.

Esse efeito, por sua vez, produz redução correspondente na secreção de LH

e de FSH pela hipófise anterior, e a redução no LH diminui a secreção de

testosterona pelos testículos. Assim, sempre que a secreção de testosterona

fica muito elevada, esse efeito automático de feedback negativo, operando

por meio do hipotálamo e da hipófise anterior, reduz a secreção de

testosterona para os níveis de funcionamento desejados. Ao contrário,

pequenas quantidades de testosterona induzem o hipotálamo a secretar

grande quantidade de GnRH, com o correspondente aumento da secreção de LH e FSH pela hipófise anterior e o consequente aumento da secreção

testicular de testosterona.

 

Regulação da Espermatogênese pelo Hormônio

Foliculoestimulante e pela Testosterona

O FSH liga-se aos receptores específicos associados às células de Sertoli

nos túbulos seminíferos. Isso faz com que essas células cresçam e secretem

várias substâncias espermatogênicas. Simultaneamente, a testosterona (e a

di-hidrotestosterona) que se difunde das células de Leydig nos espaços

intersticiais para os túbulos seminíferos também tem efeito trófico intenso

na espermatogênese. Assim, para iniciar a espermatogênese, é necessário

tanto o FSH quanto a testosterona.

 

Papel da Inibina no Controle da Atividade dos Túbulos

Seminíferos por Feedback Negativo. Quando os túbulos seminíferos

deixam de produzir espermatozoides, a secreção de FSH pela hipófise

anterior aumenta acentuadamente. Inversamente, quando a

espermatogênese ocorre muito rapidamente, a secreção de FSH pela

hipófise diminui. Acredita-se que a causa desse efeito de feedback negativo

na hipófise anterior seja a secreção de outro hormônio pelas células de

Sertoli, chamado inibina (Figura 81-10). Esse hormônio tem efeito inibidor

direto intenso na hipófise anterior.

A inibina é uma glicoproteína, como o LH e o FSH, com peso molecular

entre 10.000 e 30.000. Foi isolada das células de Sertoli em cultura. Seu

potente efeito de feedback inibitório na hipófise anterior fornece importante

mecanismo de feedback negativo para o controle da espermatogênese,

operando simultaneamente, e em paralelo, ao mecanismo de feedback

negativo, para o controle da secreção de testosterona.

A Gonadotropina Coriônica Humana, Secretada pela

Placenta durante a Gravidez, Estimula a Secreção de

Testosterona pelos Testículos Fetais

 

Durante a gravidez, o hormônio gonadotropina coriônica humana (hCG) é

secretado pela placenta e circula na mãe e no feto. Esse hormônio tem

quase os mesmos efeitos que o LH nos órgãos sexuais.

Durante a gravidez, se o feto for do sexo masculino, a hCG da placenta faz

com que os testículos do feto secretem testosterona. Essa testosterona é

crítica para promover a formação dos órgãos sexuais masculinos, como

mostrado anteriormente. Discutiremos a hCG e suas funções durante a

gravidez, em mais detalhe, no Capítulo 83.

 

Puberdade e Regulação de seu Início

 

O início da puberdade tem sido um mistério. Mas atualmente sabe-se que,

durante a infância, o hipotálamo não secreta quantidades significativas de

GnRH. Uma das razões para isso é que, durante a infância, a pequena

secreção de qualquer hormônio esteroide exerce efeito inibitório intenso na

secreção hipotalâmica de GnRH. Também, por motivos ainda não

compreendidos na época da puberdade, a secreção de GnRH hipotalâmico

supera a inibição infantil, iniciando a vida sexual adulta.

Vida Sexual Masculina Adulta e Climatério Masculino. Após a puberdade, os

hormônios gonadotrópicos são produzidos pela hipófise masculina pelo restante

da vida, e, pelo menos, alguma espermatogênese geralmente continua até a

morte. No entanto, a maioria dos homens começa a exibir, lentamente, redução

das funções sexuais em torno dos 50 a 60 anos. Existe uma variação considerável

nesse declínio, e alguns homens mantêm a virilidade após os 80 ou 90 anos.

Esse declínio gradual na função sexual está relacionado, em parte, com a

redução da secreção de testosterona, como mostrado na Figura 81-9. A redução

da função sexual masculina é chamada climatério masculino. Ocasionalmente, o

climatério masculino está associado aos sintomas de ondas de calor, sufocação e

distúrbios psíquicos, semelhantes aos que ocorrem na menopausa feminina.

Esses sintomas podem ser abolidos pela administração de testosterona, androgênios sintéticos ou mesmo de estrogênios, que são usados para o

tratamento dos sintomas da menopausa na mulher.

 

Anormalidades da Função Sexual Masculina

A Próstata e suas Anormalidades

A próstata permanece relativamente pequena na infância e começa a crescer na

puberdade, sob estímulo da testosterona. Essa glândula atinge tamanho quase estacionário em torno dos 20 anos de idade e permanece assim até,

aproximadamente, os 50 anos. Nessa época, em alguns homens ela começa a

regredir, paralelamente à redução da produção de testosterona pelos testículos.

O fibroadenoma prostático benigno frequentemente se desenvolve na próstata

de muitos homens idosos e pode causar obstrução urinária. Essa hipertrofia não é causada pela testoste rona, mas, sim, pelo crescimento anormal do tecido‐

prostático.

O câncer da próstata é problema diferente e responde por, aproximadamente,

2% a 3% de todas as mortes masculinas. Se ocorre câncer da próstata, as células

cancerosas são estimuladas, em geral, a crescer mais rapidamente pela testosterona e são inibidas pela remoção de ambos os testículos, de modo que a testosterona não pode ser formada. O câncer prostático, na maior parte das

vezes, pode ser inibido pela administração de estrogênios. Mesmo alguns

pacientes com câncer prostático, com metástase em quase todos os ossos do corpo, podem ser tratados com sucesso, durante poucos meses a anos, pela remoção dos testículos, pelo tratamento com estrogênio ou por ambos; após o

início desse tratamento, as metástases frequentemente diminuem de tamanho, e os ossos curam-se parcialmente. Esse tratamento não detém o câncer, mas o

torna mais lento e, algumas vezes, diminui muito a dor óssea grave.

Hipogonadismo no Homem

Quando os testículos de feto do sexo masculino não são funcionais durante a

vida fetal, nenhuma das características sexuais masculinas se desenvolve no feto.

Em vez disso, órgãos femininos são formados. Isso ocorre porque a característica

genética básica do feto, ou masculino ou feminino, é a formação de órgãos sexuais femininos, no caso de não haver hormônios sexuais. No entanto, em presença de testosterona, a formação de órgãos sexuais femininos é suprimida e,

em vez destes, são formados órgãos sexuais masculinos.

Quando o menino perde seus testículos antes da puberdade, o resultado é o

estado de eunuquismo, em que ele continua a ter órgãos sexuais infantis e outras

características sexuais infantis, por toda a vida. A altura de um eunuco adulto é

ligeiramente maior do que a de um homem normal, porque as epífises ósseas

demoram a se unir, embora os ossos sejam mais finos e os músculos sejam

consideravelmente mais fracos do que os de um homem normal. A voz é infantil,

não ocorre perda de cabelos na cabeça, e não ocorre a distribuição normal de

pelos no rosto e por todo o corpo.

Quando o homem é castrado após a puberdade, algumas de suas

características sexuais secundárias masculinas revertem para as de uma criança,

e outras permanecem com características masculinas adultas. Os órgãos sexuais

regridem ligeiramente em tamanho, mas não para o estado infantil, e a voz regride

ligeiramente de sua qualidade grave. Contudo, há perda da produção masculina

de cabelos, perda dos ossos espessos masculinos e perda da musculatura

masculina viril.

Também a castração do homem adulto faz com que os desejos sexuais fiquem

diminuídos, mas não perdidos, uma vez que as atividades sexuais já tinham sido

praticadas previamente. A ereção ainda pode ocorrer como antes, embora com

menos facilidade, mas a ejaculação raramente ocorre, principalmente porque os

órgãos que formam o sêmen se degeneram e ocorre perda do desejo psíquico

induzido pela testosterona.

Alguns casos de hipogonadismo são provocados por incapacidade genética do

hipotálamo de secretar quantidades normais de GnRH. Esse distúrbio,

geralmente, está associado à anormalidade simultânea do centro da fome no

hipotálamo, fazendo com que a pessoa coma excessivamente.

Consequentemente, a obesidade ocorre com o eunuquismo. Um paciente com

essa condição é mostrado na Figura 81-11; a condição é chamada síndrome

adiposogenital, síndrome de Fröhlich ou eunuquismo hipotalâmico.

Figura 81-11. Síndrome adiposogenital em um adolescente do sexo masculino. Note a obesidade e os órgãos sexuais infantis. (Cortesia do Dr. Leonard Posey.)

 

Tumores Testiculares e Hipergonadismo no Homem

Os tumores das células intersticiais de Leydig raramente se desenvolvem nos

testículos. Esses tumores produzem até 100 vezes a quantidade normal de

testosterona. Quando tais tumores se desenvolvem nas crianças jovens, eles

causam o crescimento rápido dos músculos e dos ossos, mas também causam a

união precoce das epífises, de modo que o tamanho do adulto é realmente muito

menor do que poderia ter sido atingido em condições normais. Tais tumores das

células intersticiais também provocam o desenvolvimento excessivo dos órgãos

sexuais masculinos, dos músculos esqueléticos e de outras características

sexuais masculinas. No homem adulto, os tumores pequenos das células

intersticiais são difíceis de diagnosticar porque os aspectos masculinos já estão

presentes.

Muito mais comuns dos que os tumores das células intersticiais de Leydig são

os tumores do epitélio germinativo. Uma vez que as células germinativas são

capazes de se diferenciar de quase todos os tipos de célula, muitos desses

tumores contêm tecidos múltiplos, tais como tecido placentário, cabelo, dente,

osso, pele e outros, todos encontrados juntos na mesma massa tumoral, chamada

teratoma. Geralmente, esses tumores secretam poucos hormônios, mas se uma

quantidade significativa de tecido placentário se desenvolve no tumor, ele pode

secretar grande quantidade de hCG com funções semelhantes às do LH.

Hormônios estrogênicos também são secretados algumas vezes por esses

tumores e causam a condição chamada ginecomastia (crescimento excessivo das

mamas).

Disfunção Erétil no Homem

A disfunção erétil, também chamada “impotência”, é caracterizada pela

incapacidade do homem de desenvolver ou manter uma ereção de rigidez

suficiente para relação sexual satisfatória. Problemas neurológicos, como trauma

nos nervos parassimpáticos devido à cirurgia de próstata, níveis deficientes de

testosterona e alguns fármacos (p. ex., nicotina, álcool e antidepressivos), podem

também contribuir para a disfunção erétil.

Em homens com idade acima dos 40, a disfunção erétil é mais frequentemente

causada por distúrbio vascular adjacente. Como discutido anteriormente, o fluxo

sanguíneo adequado e a formação de óxido nítrico são essenciais para a ereção

peniana. Distúrbios vasculares, que podem ocorrer como resultado de

hipertensão, diabetes e aterosclerose não controlados, reduzem a capacidade de

dilatação dos vasos sanguíneos do corpo, incluindo os no pênis. Parte dessa

vasodilatação comprometida é devido ao decréscimo da liberação de óxido nítrico.

A disfunção erétil causada por distúrbios vasculares pode frequentemente ser

tratada com sucesso com inibidores da fosfodiesterase 5 (PDE-5), tais como

sildenafil (Viagra® ® ® ), vardenafil (Levitra ) ou tadalafil (Cialis). Esses fármacos aumentam os níveis de GMPc no tecido erétil pela inibição da enzima

fosfodiesterase 5, que rapidamente degrada o GMPc. Assim, pela inibição da degradação de GMPc, os inibidores de PDE-5 melhoram e prolongam o efeito de

GMPc de causar a ereção.

 

A Função da Glândula Pineal no Controle da Fertilidade

Sazonal em Alguns Animais

Desde o conhecimento da existência da glândula pineal, várias funções foram

atribuídas a ela, como (1) aumentar a sexualidade; (2) prevenir infecções; (3) promover o sono; (4) aumentar a disposição; e (5) aumentar a longevidade (até 10% a 25%). Sabe-se da anatomia comparada que a glândula pineal é um órgão

vestigial remanescente do que foi um terceiro olho em alguns animais inferiores,

localizado no alto da parte posterior da cabeça. Muitos fisiologistas estão satisfeitos com a ideia de que essa glândula é remanescente não funcional, mas

outros têm afirmado que ela tem papéis importantes no controle da atividade

sexual e da reprodução.

Atualmente, após anos de pesquisa, parece que a glândula pineal, de fato, tem

papel regulador na função sexual e reprodutiva. Em animais que se reproduzem

em certas estações do ano e nos quais a glândula pineal foi removida ou os circuitos neurais que inervam a glândula foram seccionados, os períodos normais de fertilidade sazonal são perdidos. Para esses animais, tal fertilidade sazonal é

importante, por possibilitar que o nascimento da prole ocorra em determinada

época do ano, geralmente na primavera ou no começo do verão, quando a sobrevivência é mais provável. O mecanismo desse efeito não é totalmente compreendido, mas parece ser o seguinte.

Primeiro, a glândula pineal é controlada pela quantidade de luz ou “padrão

temporal” da luz percebida pelos olhos a cada dia. Por exemplo, no hamster, mais de 13 horas de escuridão por dia ativam a glândula pineal, enquanto duração

menor do que 13 horas de escuridão deixa de ativá-la, com equilíbrio crítico entre ativação e não ativação. A via neural envolve a passagem dos sinais luminosos

dos olhos para o núcleo supraquiasmático do hipotálamo e deste para a glândula pineal, ativando a secreção pineal.

Segundo, a glândula pineal secreta a melatonina e muitas outras substâncias

semelhantes. Tanto a melatonina quanto essas outras substâncias passam por Oatley JM, Brinster RL: The germline stem cell niche unit in mammalian testes. Physiol Rev

meio da circulação sanguínea ou do líquido do terceiro ventrículo para a hipófise

anterior, reduzindo a secreção do hormônio gonadotrópico.

Assim, na presença de secreção da glândula pineal, a secreção do hormônio

gonadotrópico é suprimida em algumas espécies de animais, e as gônadas ficam

inibidas e mesmo parcialmente involuídas. Isso é o que provavelmente ocorre nos

primeiros meses de inverno quando a duração do escuro está aumentando.

Contudo, após quatro meses de disfunção, a secreção do hormônio gonadotrópico

supera o efeito inibitório da glândula pineal, e as gônadas voltam a ficar funcionais

novamente, prontas para a plena atividade da época da primavera.

Mas a glândula pineal tem função semelhante no controle da reprodução em

humanos? A resposta a essa questão é desconhecida. Entretanto,

frequentemente ocorrem tumores na região da glândula pineal. Alguns desses

tumores secretam quantidades excessivas de hormônios da pineal, enquanto

outros são tumores dos tecidos adjacentes e pressionam a glândula pineal,

destruindo-a. Ambos os tipos de tumores estão associados frequentemente ao

hipogonadismo ou ao hipergonadismo. Assim, talvez a glândula pineal tenha

algum papel no controle do impulso sexual e na reprodução em humanos.

 

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