A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 1 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Argumento

LE MORT: O EMPURRADOR

 

1. REMÉDIO AMARGO

 

2. O POTE DE MEL

 

3. ROLAND TOMA SEU REMÉDIO

 

4. A ESCOLHA

 

EMBARALHADA FINAL

 

POSFÁCIO

ARGUMENTO

 

A Escolha dos Três é o segundo volume de uma longa história

chamada A Torre Negra, uma história inspirada por e até certo ponto

baseada no poema dramático de Robert Browning "Childe

Roland to the Dark Tower Carne" (que por sua vez faz referência

a Rei Lear).

O primeiro volume, O Pistoleiro, conta como Roland, o último

pistoleiro de um mundo que "seguiu adiante", finalmente se defronta

com o homem de preto... um feiticeiro que vinha caçando há muito,

muito tempo — embora ainda não saibamos exatamente quanto

tempo. Acabamos descobrindo que o homem de preto é um sujeito

chamado Walter, que falsamente se dizia amigo do pai de Roland

naqueles dias antes de o mundo seguir adiante.

O objetivo de Roland não é essa criatura semi-humana, mas

sim a Torre Negra; o homem de preto — e, mais especificamente,

o que o homem de preto sabe — é apenas o primeiro passo em

sua jornada para aquele misterioso lugar.

Quem, exatamente, é Roland? Como era seu mundo antes de

"seguir adiante"? O que é a Torre e por que ele a persegue? Só

temos respostas fragmentárias. Roland é um pistoleiro, uma

espécie de cavaleiro, um dos encarregados de preservar um mundo

de que Roland se lembra como "cheio de amor e luz"; de impedir que

ele siga adiante.

Sabemos que Roland se viu obrigado a provar

prematuramente sua maturidade após descobrir que a mãe se

tornara amante de Marten, um feiticeiro muito mais poderoso que

Walter (que, sem que o pai de Roland soubesse, era o duplo de

Marten); sabemos que Marten planejou a descoberta de Roland,

esperando que ele fracassasse em sua prova de maturidade e

fosse "mandado para o Oeste"; sabemos que Roland triunfa em

seu teste.

O que mais sabemos? Que o mundo do pistoleiro não é

completamente diferente do nosso. Artefatos como bombas de

gasolina e certas canções ("Hey Jude", por exemplo, ou alguns

versos) sobreviveram, assim como costumes e rituais

estranhamente parecidos com os da visão romântica que temos do

Oeste americano.

E existe um umbigo que de alguma forma conecta nosso

mundo ao mundo do pistoleiro. Num posto de parada de uma trilha de diligências há muito abandonada, num vasto e estéril

deserto, Roland encontra um garoto chamado Jake que morreu

em nosso mundo. Um garoto que na realidade foi empurrado numa esquina de rua pelo ubíquo (e iníquo) homem de preto. A

última coisa de que Jake, que estava indo para a escola com a

mochila de livros numa das mãos e a merendeira na outra, se lem-bra de seu mundo — de nosso mundo — é ter sido esmagado pelas

rodas de um Cadillac... e morrer.

Antes de alcançar o homem de preto, Jake torna a morrer...

desta vez porque o pistoleiro, defrontado com o segundo mais

angustiante impasse de sua vida, prefere sacrificar esse filho

simbólico. Dada a necessidade de escolher entre a Torre e o menino, possivelmente entre a danação e a salvação, Roland

escolhe a Torre.

— Vá então — diz Jake antes de mergulhar no abismo. — Há

outros mundos além deste.

O confronto final entre Roland e Walter ocorre num gólgota

poeirento, cheio de ossos decompostos. O homem sombrio revela o futuro de Roland com um baralho de cartas de tarô. Essas

cartas, mostrando um homem chamado O Prisioneiro, uma mulher chamada Dama das Sombras e uma forma ainda mais

escura que é simplesmente a Morte ("mas não para você,

pistoleiro", diz o homem de preto), são profecias que constituem o tema deste volume... e o segundo passo na longa e difícil cami-

nhada de Roland rumo à Torre Negra.

O Pistoleiro termina com Roland sentado numa praia do

mar Ocidental, contemplando o pôr-do-sol. O homem de preto

está morto, o próprio futuro do pistoleiro parece incerto; A

Escolha dos Três começa nessa mesma praia, menos de sete horas

depois.