A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
O Prisioneiro
CAPÍTULO 1
A Porta
1
Três. Este é o número do seu destino.
Três?
Sim, o três é místico. O três está no coração do mantra.
Que três?
O primeiro tem cabelo preto. Está próximo do roubo e do
homicídio. Um demônio tomou conta dele. O nome do demônio é HEROINA.
Que demônio é esse? Não o conheço, nem mesmo dos
contos da carochinha.
Ele tentava falar mas a voz sumira, a voz do oráculo
também, Meretriz-Estelar, Puta dos Ventos, ambas tinham
sumido; viu uma carta flutuando de lugar nenhum para lugar
nenhum, girando e girando na descansada escuridão. Nela um
babuíno sorria de cima do ombro de um rapaz de cabelo preto;
seus dedos de aparência incomodamente humana estavam
enterrados tão profundamente no pescoço do rapaz que as pontas
desapareciam na carne. Olhando mais de perto, o pistoleiro viu
que o babuíno segurava também um chicote com uma de suas
mãos apertadas, estranguladoras. A cara do homem cavalgado
parecia contorcida num terror sem palavras.
O Prisioneiro, o homem de preto (que um dia fora um
homem em quem o pistoleiro confiava, um homem chamado
Walter) murmurou com intimidade: Um pouco perturbador, não é?
Um pouco perturbador... um pouco perturbador... um pouco —