A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 5 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

O Prisioneiro

CAPÍTULO 1

 

A Porta

 

1

 

Três. Este é o número do seu destino.

Três?

Sim, o três é místico. O três está no coração do mantra.

Que três?

O primeiro tem cabelo preto. Está próximo do roubo e do

homicídio. Um demônio tomou conta dele. O nome do demônio é HEROINA.

Que demônio é esse? Não o conheço, nem mesmo dos

contos da carochinha.

Ele tentava falar mas a voz sumira, a voz do oráculo

também, Meretriz-Estelar, Puta dos Ventos, ambas tinham

sumido; viu uma carta flutuando de lugar nenhum para lugar

nenhum, girando e girando na descansada escuridão. Nela um

babuíno sorria de cima do ombro de um rapaz de cabelo preto;

seus dedos de aparência incomodamente humana estavam

enterrados tão profundamente no pescoço do rapaz que as pontas

desapareciam na carne. Olhando mais de perto, o pistoleiro viu

que o babuíno segurava também um chicote com uma de suas

mãos apertadas, estranguladoras. A cara do homem cavalgado

parecia contorcida num terror sem palavras.

O Prisioneiro, o homem de preto (que um dia fora um

homem em quem o pistoleiro confiava, um homem chamado

Walter) murmurou com intimidade: Um pouco perturbador, não é?

Um pouco perturbador... um pouco perturbador... um pouco —