A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 167 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— É isso mesmo que tu qué,…

— É isso mesmo que tu qué, chifrudo?— gritou ela, simultaneamente

apertando a virilha contra o sexo dele e erguendo a mão, sempre

segurando o revólver, sobre sua cabeça: — É u qui tu qué? Vou dá o qui tu qué, vou!

— Eddie!— ele tornou a gritar. Não era apenas um tom alto, mas

um tom de comando. Por um momento Eddie continuou agachado, os olhos arregalados, o sangue escorrendo do queixo (que já começara a

inchar), imóvel. Mexa-se, não pode se mexer?, pensava Eddie, ou não se mexe porque não quer? Ia perdendo as forças e na próxima arriada da pesada

coronha o braço dele seria quebrado... se ele, é claro, conseguisse levantar o braço a tempo para se defender. Senão a mulher quebraria sua cabeça.

Então Eddie se mexeu. Pegou o revólver em pleno ar e ela gritou,

virando-se para atacá-lo, mordendo como um vampiro, amaldiçoando-o num dialeto de zona de prostituição, algo tão carregadamente sulista que

mesmo Eddie não conseguiu compreender; para Roland era como se a mulher tivesse começado a falar numa língua estrangeira. Mas Eddie con-seguiu arrancar o revólver da mão dela e, com a coronha da arma parando

de ameaçar como uma marreta, Roland pôde segurar a Dama.

Mesmo assim ela não desistiu, continuando a golpear com as mãos, a

chutar e praguejar, o suor cobrindo completamente seu rosto escuro.

Eddie olhava espantado, a boca se abrindo e fechando como a boca

de um peixe. Encostou hesitantemente a mão no queixo, estremeceu, en-

colheu os dedos, examinou-os e viu o sangue neles.

A mulher gritava que ia matar os dois; podiam tentar estuprá-la, mas

ela ia matá-los com sua própria vagina, eles iam ver, a dela era uma terrível

caverna filha-da-puta com dentes cercando toda a entrada e se eles a ten-tassem explorar iam ver o que era bom.

— Mas que diabo... — disse Eddie num tom estúpido.

— A correia num dos meus cinturões — disse o pistoleiro arfando

asperamente. — Pegue. Vou fazê-la rolar por cima de mim, aí você agarra os braços dela e amarra as mãos atrás das costas.

— NUNCA vão fazê isso!— gritou Detta, sacudindo o corpo sem

pernas com tamanha e tão repentina força que quase obrigou Roland a soltá-la. Ele sentia como ela tentava repetidas vezes erguer o que sobrava

da coxa direita, querendo lhe acertar os testículos.

— Eu... eu... ela...