A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Pegou o que precisava e retomou seu silencioso trajeto de serpente
para a cadeira de rodas. Quando chegou lá, apoiou-se num braço e, como
um pescador enrolando a linha, foi puxando a corda do encosto da cadei-
ra. De vez em quando dava uma olhada em Eddie, só para ter certeza de
que ele continuava dormindo.
Eddie só se mexeu quando Detta atirou o laço em volta de seu pesco-
ço e puxou a corda.
Ele foi arrastado para trás, a princípio achando que ainda estava dormindo,
que aquilo era algum terrível pesadelo de ser enterrado vivo ou asfixiado.
Então sentiu a dor do laço mergulhando na garganta, sentiu o cuspe
quente descendo pelo queixo enquanto engasgava. Não era sonho. Agar-
rou a corda e tentou ficar de pé.
Detta deu um violento puxão com seus braços fortes. Eddie caiu de
costas com um baque surdo. Seu rosto ia ficando roxo.
— Desista! — silvou Detta atrás dele. — Não vou te matá se pará de
resistir, mas se continuar assim, vou te fazê sufocá até morrer.
Eddie baixou as mãos e tentou ficar quieto. O nó de correr que Odetta
dera no seu pescoço afrouxou o bastante para lhe permitir uma breve,