A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
contato com o homem de preto, pois…
contato com o homem de preto, pois o que vira através da porta não fora uma visão), e o pouco que sobrava de sua atenção havia registrado o fato
de que o mundo que ele estava vendo não era nem deserto nem coberto por mar, mas um lugar verde de incrível exuberância com veios de água que o fizeram pensar num pântano, mas...
Como ficou pobre sua atenção, arremedou brutalmente a voz de Cort.
Você viu mais!
Sim.
Vira branco.
Pontas brancas.
Bravo, Roland!, gritou Cort em sua mente, e Roland pareceu sentir o
tapa daquela mão áspera, calejada. Estremeceu.
Estivera olhando por uma janela.
O pistoleiro se pôs de pé com esforço, estendeu a mão, sentiu frio e
linhas ardentes de um calor concentrado em sua palma. Tornou a abrir a porta.
A visão que ele esperava ver — o mundo visto de uma altitude horrenda, inimaginável — sumira. Ele via palavras que não entendia. Quase as en-
tendia; era como se as Grandes Letras tivessem sido deturpadas...
Sobre as palavras havia a imagem de um veículo sem cavalos, um
carro a motor do tipo que supostamente enchera o mundo antes que o
mundo seguisse adiante. De repente o pistoleiro se lembrou das coisas que
Jake tinha dito quando ele o hipnotizara no posto de parada.
Aquele veículo sem cavalos, com a mulher parada do lado usando
uma estola de peles e rindo, podia ser igual ao que atropelara Jake naquele
estranho outro mundo.
Isso é aquele outro mundo, pensou o pistoleiro.
De repente a visão...
Ela não se alterou; ela se moveu. O pistoleiro oscilou, sentindo uma
vertigem e um pouco de náusea. As palavras e a imagem desceram e agora
ele via um corredor com uma dupla fileira de assentos no final. Alguns
estavam vazios, mas na maioria deles havia homens com roupas estranhas.