A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 15 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

contato com o homem de preto, pois…

contato com o homem de preto, pois o que vira através da porta não fora uma visão), e o pouco que sobrava de sua atenção havia registrado o fato

de que o mundo que ele estava vendo não era nem deserto nem coberto por mar, mas um lugar verde de incrível exuberância com veios de água que o fizeram pensar num pântano, mas...

Como ficou pobre sua atenção, arremedou brutalmente a voz de Cort.

Você viu mais!

Sim.

Vira branco.

Pontas brancas.

Bravo, Roland!, gritou Cort em sua mente, e Roland pareceu sentir o

tapa daquela mão áspera, calejada. Estremeceu.

Estivera olhando por uma janela.

O pistoleiro se pôs de pé com esforço, estendeu a mão, sentiu frio e

linhas ardentes de um calor concentrado em sua palma. Tornou a abrir a porta.

 

A visão que ele esperava ver — o mundo visto de uma altitude horrenda, inimaginável — sumira. Ele via palavras que não entendia. Quase as en-

tendia; era como se as Grandes Letras tivessem sido deturpadas...

Sobre as palavras havia a imagem de um veículo sem cavalos, um

carro a motor do tipo que supostamente enchera o mundo antes que o

mundo seguisse adiante. De repente o pistoleiro se lembrou das coisas que

Jake tinha dito quando ele o hipnotizara no posto de parada.

Aquele veículo sem cavalos, com a mulher parada do lado usando

uma estola de peles e rindo, podia ser igual ao que atropelara Jake naquele

estranho outro mundo.

Isso é aquele outro mundo, pensou o pistoleiro.

De repente a visão...

Ela não se alterou; ela se moveu. O pistoleiro oscilou, sentindo uma

vertigem e um pouco de náusea. As palavras e a imagem desceram e agora

ele via um corredor com uma dupla fileira de assentos no final. Alguns

estavam vazios, mas na maioria deles havia homens com roupas estranhas.