A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 243 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Puxei a carteira. Mostrei. Só que,…

— Puxei a carteira. Mostrei. Só que, quando abri a carteira para

mostrar o documento, ele deve ter visto que havia algumas... — uma ligeira

pausa — ... notas de vinte lá dentro. Sou contador. Tenho um cliente chamado Dorfman que acabou de ganhar um pequeno reembolso de imposto após um longo... — pausa — ... litígio. A soma era apenas de

oitocentos dólares, mas esse sujeito, Dorfman, é... — pausa —... o maior picão do nosso escritório. — Pausa. — Desculpe a expressão.

O'Mearah repassou mentalmente as últimas palavras e de repente

entendeu o maior picão do escritório. Não era mau. Deu uma risada. Imagens de robôs e máquinas jogando jogo-da-velha saíram de sua mente.

O sujeito era de carne e osso, só meio transtornado e querendo esconder o nervosismo com indiferença.

— Claro que Dorfman quis o dinheiro cash. Insistiu que fosse cash.

— Acha então que Johnny Gordo deu uma olhada na grana do seu

cliente... — disse Delevan. Ele e O'Mearah saíram do carro azul e branco.

— É como chamam o homem dessa loja?

— Ah, de vez em quando chamamos de coisa pior — disse Delevan. —

O que aconteceu depois que o senhor mostrou o porte de armas, Sr. Mort?

— Ele pediu para ver de perto. Entreguei a carteira, mas ele não

olhou para a foto. Jogou a carteira no chão. Perguntei por que tinha feito isso. Ele disse que era uma pergunta estúpida. Então mandei que me de-

volvesse a carteira. Eu estava furioso.

— Aposto que sim. — Se bem que, observando o ar impassível do

homem, Delevan jamais pudesse imaginar o sujeito furioso.

— Ele riu. Comecei a contornar o balcão e peguei a carteira. Foi

quando ele puxou a arma.

Estavam andando para a loja, mas naquele momento pararam. Pare-

ceram empolgados, não temerosos.

— Arma?— perguntou O'Mearah, querendo ter certeza de que ou

vira direito.

— Estava embaixo da caixa registradora — disse o homem de terno

azul. Roland se lembrou do momento em que quase jogara no lixo seu plano original e partira para pegar a arma do sujeito. Agora, diante daqueles

pistoleiros, sabia mais do que nunca por que não pegara a arma. Queria usá-los, não matá-los. — Acho que estava numa presilha de estivador...