A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 112 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Olha para Roland e um acesso de…

Olha para Roland e um acesso de tremores vara seu corpo — uma

coisa tão febril que ele quase deixa cair os pedaços de carne do prato de

metal. Finalmente a coisa passa.

— Coma, porra.

O pistoleiro come. A carne é mais do que passável; a carne é delicio-

sa. Consegue ingerir três pedados e depois tudo se mistura numa nova

 

embaralhada

 

esforço para falar, mas só consegue sussurrar. A orelha de Eddie está pres-

sionada contra seus lábios, embora ela às vezes fuja quando Eddie atraves-

sa um de seus espasmos. Torna a repetir:

— Norte. Subindo... subindo a praia.

— Como sabe?

— Apenas sei — sussurra ele.

— Você está maluco — diz Eddie olhando para ele.

O pistoleiro sorri e começa a perder os sentidos, mas Eddie lhe dá

uma bordoada, bate com força. Os olhos azuis de Roland se abrem de

supetão e por um momento parecem tão vivos e eletrizados que Eddie tem uma sensação desagradável. Então os lábios dele recuam num sorriso que é praticamente um esgar.

— Certo, pode parar de falar — diz Eddie —, mas primeiro tem de

tomar sua droga. Está na hora. Pelo menos é o que diz o sol. Acho. Nunca

fui escoteiro, por isso não tenho certeza. Mas acho que está perto o bastante do alto do céu. Abra bem a boca, Roland. Abra bem para o Dr. Eddie, seu seqüestrador de merda.

O pistoleiro abre a boca como um bebê se aproximando do seio.

Eddie põe dois comprimidos e depois derrama água fresca lá dentro. Roland pensa que a água deve vir de algum riacho num morrote, em algum ponto

a leste. Pode ser venenosa; Eddie não seria capaz de distinguir entre água suja e água potável. Por outro lado, Eddie parece bem e realmente não há alternativa, há? Não.

O pistoleiro engole, tosse e quase se engasga enquanto Eddie o con-

templa com ar indiferente.

Roland estende a mão.