A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 192 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— É. — Eddie achou que sua…

— É. — Eddie achou que sua própria voz estava ficando parecida

com uma transmissão radiofônica de sinal muito distante. Ela acha que

comeu diariamente, mas sempre vomitando tudo. Por isso é que

estaria tão fraca. Deus Todo-Poderoso. — É, você realmente tentava não

vomitar.

— Tem um gosto... — Foi difícil entender essas palavras porque a

boca de Odetta estava cheia. — Tem um gosto muito bom! — Ela riu. O

som foi agradável, meigo. — Vou resistir! Vou conseguir me alimentar!

Sei disso! Sinto isso!

— Mas só não exagere — advertiu ele, passando-lhe um dos cantis.

— Não está acostumada. Todo esse... — Ele engoliu e houve um nítido

(nítido pelo menos para ele) estalo em sua garganta. — Todo esse vômito.

— Sim. Sim.

— Preciso conversar alguns minutos com o Roland.

— Tudo bem.

Mas antes que ele se afastasse, Odetta tornou a agarrar sua mão.

— Obrigada, Eddie. Obrigada por ser tão paciente. E agradeça a ele.

— Hesitou com um ar de seriedade. — Agradeça a ele e não diga

que ele me assusta.

— Não vou dizer — respondeu Eddie, indo para junto do pistoleiro.

 

Mesmo quando não tentava girar as rodas da cadeira por conta própria,

Odetta ajudava. Navegava com a precisão de uma mulher que passara

anos pilotando uma cadeira de rodas num mundo que ainda levaria muito

tempo para reconhecer o direito dos deficientes físicos como ela.

— Esquerda — gritava ela, e Eddie virava para a esquerda, se

esquivando de uma rocha projetada do chão de cascalho como uma

presa estragada. Sem a ajuda de Odetta, poderia ter visto aquilo... ou

não.

— Direita — ela gritava, e Eddie pegava a direita, escapando por um

triz de uma das (cada vez mais raras) valas na areia.

Finalmente pararam e Eddie se deitou no chão, ofegante.

— Durma — disse Odetta. — Uma hora. Eu acordo você.

Eddie olhou para ela.