A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 137 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Não sei. Talvez o único modo…

— Não sei. Talvez o único modo de descobrir fosse dando o tiro. — Bem, o que você acha que ia acontecer?

— Acho que a porta ia sumir.

Eddie assentiu. Era o que também achava. Puf! Sumindo como má-

gica! Num instante ela está lá, amigão, e no outro se foi. No fundo não era

diferente do que acontecia se o projecionista de um cinema levasse seis

tiros e um deles acertasse o projetor, certo?

Se você acertava o projetor, o filme parava.

Eddie não queria que o filme parasse.

Eddie não queria ter gastado seu dinheiro à toa.

— Você pode passar sozinho — disse Eddie devagar.

— Sim.

— Até certo ponto.

— Sim.

— Você entrou na cabeça dela. Assim como entrou na minha.

— Sim.

— Assim você pode dar um giro no meu mundo, mas é só.

Roland não disse nada. Dar um giro era uma das expressões que Eddie

às vezes usava e que ele não compreendia exatamente... mas cujo sentido

geral captava.

— Mas você também pode ir em seu próprio corpo. Como no bar de

Balazar. — Embora falando alto, Eddie estava na realidade falando

consigo mesmo. — Só que precisaria de mim para fazer isso, não é?

— Sim.

— Então me leve com você.

O pistoleiro abriu a boca, mas Eddie já estava se adiantando. — Não agora, não precisa ser agora — disse. — Sei que causaria tu-

multo ou alguma coisa pior se... aparecêssemos de repente, saindo do ar. —

Riu um tanto amargamente. — Seria como ver um mágico tirando coelhos

de uma cartola, só que sem cartola. Vamos esperar até ela estar sozinha e...

— Não.

— Vou voltar com você — disse Eddie. — Juro que vou, Roland.

Quero dizer, sei que tem uma tarefa a cumprir e sei que sou uma parte de

você. Sei que salvou minha pele na Alfândega, mas acho que salvei a sua

no bar de Balazar... é verdade ou não?