A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 58 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Vocês subiram pelo meu rabo, mexeram…

— Vocês subiram pelo meu rabo, mexeram nas minhas coisas e eu

continuo sentado aqui com uma sunguinha enquanto sopram fumaça na

minha cara. Querem um exame de sangue? Valeu. Tragam alguém para

fazer.

Eles murmuraram, trocaram olhares. Surpresa. Agitação.

— Mas se querem fazer o exame sem uma ordem judicial — disse

Eddie —, quem vier que traga um monte de seringas e frascos, porque vai

ser muito difícil eu mijar sozinho. Quero um oficial de justiça aqui, quero

que cada um de vocês faça a mesma porra de exame, quero o nome e o RG de

cada um em cada frasco e quero que fique tudo sob custódia da justiça

federal. E

não importa o exame que façam em mim... cocaína, heroína, anfetaminas,

maconha, não interessa... quero que façam os mesmos exames nas amostras

de vocês todos. Depois quero os resultados entregues ao meu advogado.

— Ah, filho, SEU ADVOGADO — gritou um deles. — Vocês, seus

merdas, sempre fazem isso, não é, Eddie? Você vai ouvir falar no MEU

ADVOGADO. Vou soltar o MEU ADVOGADO atrás de você. Essa

porra me dá vontade de vomitar*.

— Para falar a verdade atualmente eu nem tenho advogado — disse

Eddie, e era verdade. — Não achei que iria precisar. Vocês me fizeram

mudar de idéia. Não conseguiram nada porque eu não tenho nada, mas o

rock and roll simplesmente não pára, não é? Então vocês querem que eu

dance? Valeu. Vou dançar. Mas não vou fazer isso sozinho. Vocês também

vão dançar.

Houve um silêncio espesso, difícil.

— Gostaria que tirasse de novo a cueca, por favor, Sr. Dean — disse

um deles. Um cara mais velho. Um cara que parecia estar encarregado das

coisas. Eddie achou que talvez... só talvez... o cara tivesse finalmente

percebido onde as picadas mais recentes poderiam estar. Até aquele

momento não tinham verificado. Verificaram os braços, os ombros, as

pernas... mas não ali. Pareciam seguros demais da apreensão.

— Estou cansado de tirar as coisas, arriar as coisas, sempre comendo

merda — disse Eddie. — Tragam alguém aqui para fazermos um punhado

de exames de sangue ou vou cair fora. O que vocês preferem?

De novo aquele silêncio. E quando começaram a olhar um para o

outro, Eddie soube que tinha vencido.

NÓS vencemos, ele emendou. Qual é o seu nome, companheiro?