A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 261 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

O cara de terno azul se levantou,…

O cara de terno azul se levantou, encarou-os por um instante e

disse:

— Vocês são bons. Melhor que os outros. Então escutem o meu

conselho. Não venham atrás de mim. Isto está quase terminado e não

quero ser obrigado a matá-los.

Aí ele se virou e correu para a escada do metrô.

 

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A escada estava apinhada de gente que revertera seu curso quando a gritaria

e o tiroteio começaram, gente obcecada por essa mórbida e provavelmente única curiosidade nova-iorquina de verificar se a coisa fora mesmo grave, quantos tinham se envolvido, quanto sangue havia corrido na calçada suja.

Procuravam, no entanto, sempre se desviar do homem de terno azul que vinha mergulhando escadas abaixo. A reação das pessoas não era de admi-rar. Ele estava segurando um revólver e tinha outro enfiado na cintura.

Para complicar, parecia estar pegando fogo.

 

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Roland ignorou os crescentes gritos de dor de Mort quando sua camisa, camiseta e paletó começaram a queimar mais intensamente, quando a prata

do isqueiro começou a derreter e a correr pelo meio do peito até a barriga numa trilha ardente.

Pôde sentir uma agitação da sujeira que havia no ar, pôde ouvir o

ronco de um trem se aproximando.

Estava quase na hora, o momento estava quase lá, o momento em

que salvaria os três ou perderia todos. Pela segunda vez pareceu sentir mundos se agitarem, rodopiarem em volta de sua cabeça.

Atingiu a plataforma e jogou o 38 no chão. Desabotoou a calça de Jack

Mort e empurrou-a para baixo com ar distraído, revelando uma cueca bran-ca que lembrava uma calcinha de puta. Não teve tempo de refletir sobre essa

singularidade. Se não agisse depressa, podia parar de se preocupar em ser queimado vivo; as balas que havia comprado ficariam suficientemente aquecidas para detonar. Aquele corpo iria simplesmente explodir.