A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 234 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Para onde, amigo? — perguntou o…

— Para onde, amigo? — perguntou o motorista. Roland não fazia

idéia se ele era da tribo dos Motorístas ou dos Ta-xistas, e não tinha

intenção de perguntar. Isso poderia ser indelicado naquele mundo.

— Não tenho certeza.

— Não está num grupo de terapia, meu amigo. Tempo é dinheiro.

Mande que arrie a bandeira do taxímetro, pediu o arquivo Mort.

— Arrie sua bandeira — disse Roland.

— Já está marcando o tempo — respondeu o motorista.

Diga que vai dar cinco paus de gorjeta, aconselhou o arquivo Mort.

— Dou cinco paus de gorjeta — disse Roland.

— Vamos ver — respondeu o homem. — Só acredito vendo.

Pergunte se ele quer o dinheiro ou se quer ir se foder, o arquivo Mort

aconselhou de imediato.

— Quer o dinheiro ou quer ir se foder? — perguntou Roland num

tom seco, frio.

Por um breve momento, os olhos do motorista olharam apreensivos

pelo retrovisor. Ele não disse mais nada.

Dessa vez, Roland consultou o estoque acumulado de conhecimento

de Jack Mort mais completamente. O motorista deu mais uma olhada,

rápida, durante os 15segundos que seu passageiro se limitou a ficar senta-

do lá atrás com a cabeça ligeiramente inclinada e a mão esquerda espalmada

na testa, como se estivesse com um início de enxaqueca. O motorista ti-

nha decidido dizer ao sujeito para sair ou ele chamaria um policial, quando

o passageiro ergueu a cabeça e disse suavemente:

— Gostaria que me levasse à Sétima Avenida com a rua 49. Por isso

vou lhe dar dez dólares além do que o taxímetro marcar, não importa qual

seja sua tribo.

Maluco, pensou o motorista (um branco-anglo-saxão-protestante de

Vermont tentando entrar no show business), mas talvez um maluco rico.

Engrenou a primeira.

— Estamos lá num minuto, amigão — e acrescentou mentalmente

ao entrar no tráfego: Quanto mais depressa melhor.