A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
baita sorriso — sorria cuco pra qui…
baita sorriso — sorria cuco pra qui eu possa vê onde tu tá — e aí tu
dá uma capada no cuco.
Fechou o tambor, começou a puxar o cão... e esperou.
Quando o vento ficou mais forte, puxou o cão inteiramente para trás.
Detta apontou o revólver de Roland para a têmpora de Eddie.
0 pistoleiro contemplava tudo isso com um olho semi-aberto. A febre estava de volta, mas ainda não era alta, pelo menos não a ponto de ele
perder a confiança em si próprio. Então esperou, aquele olho meio obser-vando e o corpo preparado como um gatilho, o corpo que sempre fora uma arma quando não havia um revólver à mão.
A mulher puxou o gatilho.
Clique.
É claro, clique.
Ao voltarem com os cantis depois de sua confabulação, Eddie e o
pistoleiro tinham encontrado Odetta Holmes profundamente adormeci-
da na cadeira de rodas, caída para um lado. Depois de preparar-lhe a me-
lhor cama possível na areia, tiraram com cuidado Odetta da cadeira e a
carregaram para os cobertores estendidos no chão. Eddie tinha certeza
que ela iria acordar, mas Roland achava que não.
Roland matara uma lagosta, Eddie acendera a fogueira e os dois ti-
nham comido, guardando um pedaço para Odetta comer de manhã.
Depois tornaram a conversar e Eddie dissera algo que explodira na
cabeça de Roland como um repentino clarão de relâmpago. A coisa pare-
cia sucinta demais para ser compreendida com facilidade, mas Roland
percebeu boa parte dela, do modo como uma pessoa pode distinguir a
água da terra numa simples piscada de luz.
Ele poderia ter dito então a Eddie, mas não o fez. Compreendia que
tinha de ser o Cort de Eddie e quando um dos alunos de Cort ficava ferido
e sangrando em virtude de algum golpe inesperado, a resposta de Cort era
sempre a mesma: Uma criança só entende o que é um martelo depois que seu
dedo é confundido com um prego. Levante-se e pare de se queixar, seu verme!
Você esqueceu o rosto de seu pai?