A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Fechou a palma da mão sobre o…
Fechou a palma da mão sobre o lado liso e continuou seu rastejar de
cobra para onde estava Eddie. Nos olhos, o brilho glacial do crime.
O que Detta planejava fazer era brutalmente simples: bater em Eddie com
o lado lascado da pedra até vê-lo morto como a própria rocha. Então
pegaria o revólver e esperaria pela volta de Roland.
Quando o corpo de Roland se erguesse, Detta lhe daria uma escolha:
levá-la de volta para seu mundo ou se recusar e ser morto. De um modo ou
de outro tu vai tê de resolve aparada cumigo, otário, ela diria, e agora que teu
namorado morreu, tu num tem mais nenhuma razão pra continuá andando
no memo caminho.
Era possível que o revólver que o Homem Realmente Mau tinha
dado a Eddie nem funcionasse; nunca encontrara alguém de quem sentis-
se tanto ódio e medo quanto Roland. Achava que não havia limites para a
astúcia dele, mas Detta saberia lhe dar o troco. Acabaria com ele com uma
pedra ou com as mãos nuas. Doente e sem dois dedos numa das mãos,
Roland não teria como se defender. Detta poderia cuidar dele.
Mas à medida que se aproximava de Eddie, um pensamento pertur-
bador lhe ocorreu. Era outra dúvida, e de novo parecia haver outra voz
que questionava.
E se Roland descobre? E se Roland descobre o que você fez no segun-
do exato em que matar Eddie?
Num vai descobri nada. Tá ocupado dimais tentando pegá o remédio. E
acho que tá ficando cada vez pior.
A voz estranha não respondeu, mas a semente de dúvida fora plan-
tada. Tinha ouvido os dois conversando quando acharam que ela estava
dormindo. O Homem Realmente Mau dizia que precisava fazer alguma
coisa. Detta não sabia o que era. Só sabia que tinha relação com uma
torre. Talvez o Homem Realmente Mau imaginasse que a torre estivesse
cheia de ouro, jóias ou algo do gênero. Disse que precisava dela, Detta,
de Eddie e de mais alguém para chegar lá, e Detta achava que talvez
Roland conseguisse chegar. Não estavam, afinal, aparecendo todas aquelas
portas?