A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 116 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Onde você ouviu isso?, ele quer perguntar.…

Onde você ouviu isso?, ele quer perguntar. Você me ouviu cantando isso,

Eddie? E onde estamos?

Mas antes de conseguir perguntar qualquer coisa

 

embaralhada

 

Se visse essa engenhoca, Cort daria um tapa na cabeça do garoto, pensa Roland

olhando para o vagonete onde passou o dia, e ri. Não chega a ser exatamente

uma risada. Soa como uma daquelas ondas desaguando a carga de pedrinhas

na areia. Não sabe até onde elas chegaram, mas chegaram longe o bastante

para Eddie meter o rabo entre as pernas. Ele está sentado numa pedra, na

luz que alonga as sombras. Tem um dos revólveres do pistoleiro no colo e

um cantil com água pela metade do lado. Há um pequeno volume no

bolso de sua camisa. São balas que estavam nos cinturões — o suprimento

cada vez menor das balas "boas". Eddie as havia amarrado e as colocara no

bolso. A principal razão do suprimento das balas "boas" diminuir tão de-

pressa é ter ficado provado que uma em cada quatro ou cinco estava de

fato inutilizada.

Eddie, que estivera quase cochilando, agora ergue os olhos:

— Do que você está rindo? — pergunta.

O pistoleiro faz um gesto com a mão descartando o assunto e balança

a cabeça. Porque percebe que está errado. Cort não bateria em Eddie por

causa do vagonete, embora fosse uma coisinha estranha, tosca. Roland acha-

va até possível que Cort lhe resmungasse algumas palavras de elogio —

elogios esses tão raros que o garoto premiado, sem saber como reagir,

ficava parado de boca aberta, como um peixe tirado de uma barrica de

pescador.

Os principais suportes da coisa eram dois galhos de algodoeiro de

comprimento e grossura mais ou menos iguais. Uma armadilha, o pistoleiro

presumiu. Havia também galhos menores que tinham sido presos nas vi-

gas com uma louca mistura de coisas: cinturões, restos da fita grudenta

que amarrara o pó-do-diabo no peito de Eddie, até mesmo a correia de

couro cru do seu chapéu de pistoleiro e os cordões dos sapatos do próprio

Eddie. Sua manta estava estendida sobre os suportes.