A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 43 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Capítulo 12

 

Há um lugar onde você pode deixar isso enquanto executa a Passagem pela

Alfândega, disse a voz. Um lugar seguro. Depois, quando estiver lá fora, pode

pegar a coisa de novo e levá-la para esse tal de Balazar.

Agora as pessoas estavam em pé, tirando as coisas das arcas sobre as

cabeças e tentando lidar com casacos que, segundo o anúncio da cabine,

eram quentes demais para serem usados com aquela temperatura.

Pegue sua mala. Pegue sua jaqueta. Depois torne a entrar na casinha. Cos...

Ah. Banheiro. Privada.

Se acharem que tenho droga vão pensar que estou tentando jogá-la fora.

Mas Eddie percebeu que esse detalhe não importava. Elas não chega-

riam exatamente a arrombar a porta, pois os passageiros poderiam se as-

sustar. E elas deviam saber que não se pode jogar um quilo de cocaína

numa privada de avião e dar a descarga sem deixar rastro. A não ser que a

voz estivesse realmente dizendo a verdade... que houvesse um lugar mais

seguro. Mas como poderia haver?

Não interessa, droga! MEXA-SE!

Eddie se mexeu. Porque tinha finalmente se dado conta da situação.

Não estava vendo tudo que Roland, com seus muitos anos e seu treina-

mento de movimentos drásticos e precisos, podia ver, mas conseguiu per-

ceber as expressões das aeromoças — suas verdadeiras expressões, aquelas

atrás dos sorrisos e do manuseio nervoso de malas de roupas e caixas guar-

dadas no bagageiro da frente. Podia ver o modo como os olhos delas se

agitavam em sua direção, rápidos como chicote, repetidas vezes.

Pegou sua mala. Pegou sua jaqueta. A porta para a passarela fora

aberta e as pessoas já avançavam pelo corredor. A porta da cabine estava

aberta e lá estava o comandante, também sorrindo... mas também obser-

vando os passageiros da primeira classe que ainda juntavam suas coisas

até, finalmente, conseguir localizá-lo — ou melhor, mirá-lo — e em se-

guida disfarçar afastando novamente os olhos, assentindo com a cabeça

para alguém, afagando a cabeça de um menino.

Ele estava ligado agora. Não por causa da droga, apenas ligado. Não

precisava da voz em sua cabeça para ficar ligado. Ligado — algumas vezes