A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 229 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

nervosa arfada de ar. Aquilo, sem dúvida,…

nervosa arfada de ar. Aquilo, sem dúvida, era melhor do que não respirar de todo.

Quando o pânico dos batimentos do coração diminuiu um pouco,

Eddie tentou olhar para o lado. O laço tornou imediatamente a apertar.

— Num tenta. Vira a cabeça e fica concentrado na vista do mar,

puto. É tudo que tu deve querê olhá por enquanto.

Eddie virou a cabeça para o mar e o laço afrouxou o suficiente para

outra vez lhe permitir aquelas inspirações extremamente ávidas. Sua mão esquerda avançou furtivamente para o cós da calça (mas ela viu o movi-mento e, embora Eddie não soubesse disso, Detta estava rindo). Nada

havia ali. Ela tirara o revólver.

Detta rastejou para você enquanto estava dormindo, Eddie. Era a voz

do pistoleiro, é claro. De nada adianta eu agora dizer que o avisei, mas... eu

avisei. Foi o que esse romance lhe trouxe — um laço em volta do pescoço e uma louca com dois revólveres em algum lugar atrás de você.

Mas se ela fosse mesmo me matar, já teria feito isso. Teria feito en-

quanto eu estava dormindo.

E o que você pensa que ela vai fazer agora, Eddie? Pegá-lo pela mão e

levá-lo à DisneyWorld, numa viagem para dois com todas as despesas pagas?

— Escute — disse ele. — Odetta...

A palavra ainda não tinha saído de todo de sua boca e o laço já volta-

ra brutalmente a apertar.

— Num quero que me chame assim. A próxima vez que tu me chama

desse jeito vai sê a última vez que tu vai tê oportunidade de chamar qualqué pessoa de qualqué coisa. Meu nome é Detta Walker e se tu qué cuntinuá

pondo algum ar no pulmão, seu pedacinho de merda descorada, é melhó se lembrá disso!

Eddie fez ruídos de sufocamento, de engasgo e agarrou o laço. Gran-

des manchas negras começaram a explodir na frente de seus olhos como flores do mal.

Pelo menos a corda sufocante ao redor de seu pescoço tornava a

afrouxar.

— Sacou, puto?

— Sim — disse ele, mas foi apenas um som rouco e estrangulado.

— Então diga. Diga meu nome.