A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 96 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Capítulo 14

 

Não exatamente se extraviou, o pistoleiro poderia ter dito a Eddie. Quan-do se sente o sopro da bala no rosto, não se pode realmente dizer que ela se

extraviou.

Com o polegar, o pistoleiro fez o cão da arma recuar e puxou nova-

mente o gatilho, ao mesmo tempo em que se esquivava do tiro de Andolini.

Dessa vez a bala no tambor detonou — o estampido seco e decidido ecoan-do de uma ponta à outra da praia. Gaivotas adormecidas nas pedras, bem

acima das lagostrosidades, despertaram e alçaram vôo em bandos estri-dentes, sobressaltados.

A bala do pistoleiro teria detido Andolini para sempre, mesmo que ele

se esquivasse, mas o pistoleiro preferiu deixar Andolini em movimento, caindo para os lados, atordoado com o estrondo na cabeça. O estampido do revólver pareceu distante, mas a bala precisa que mergulhou em seu braço esquerdo,

estraçalhando o cotovelo, foi bastante real. Ela despertou Andolini de seu torpor e ele ficou de pé, um braço quebrado e inútil, o revólver disparando freneticamente em sua outra mão, procurando um alvo.

Foi Eddie quem ele viu primeiro, Eddie o drogado, Eddie que o leva-

ra para aquele lugar maluco. Eddie estava parado na sua frente, nu como no dia em que viera ao mundo, tremendo no vento cortante, agarrando o

corpo com os dois braços. Bem, talvez ele morresse ali, mas pelo menos teria o prazer de levar consigo aquele fodido do Eddie Dean.

Andolini apontou o revólver. O pequeno Cobra agora parecia estar

pesando uns dez quilos, mas ele conseguiu.

 

15

 

Só espero que não falhe de novo, Roland pensou meio tenso, e de novo o

polegar fez o cão recuar. Sob a gritaria das gaivotas, ouviu o levemente

lubrificado clique quando o tambor girou.

 

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Não falhou.