A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 34 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

O pistoleiro achou que aquele homem, prisioneiro…

O pistoleiro achou que aquele homem, prisioneiro ou não, era provavel-

mente melhor na fina arte da sobrevivência do que qualquer um dos ou-

tros homens que ele vira na carruagem aérea. Os outros eram, em geral,

umas coisas gordas, e mesmo os que estavam razoavelmente em forma

pareciam indefesos, de guarda aberta, rostos como caras de crianças mi-

madas e caprichosas, caras de homens que poderiam — como último re-

curso — lutar, mas que se lamentariam quase interminavelmente antes de

fazê-lo; você poderia pôr suas tripas para fora em cima dos sapatos e suas

últimas expressões não seriam de raiva ou agonia, mas sim de estúpida

surpresa.

O prisioneiro era melhor... mas não o bastante. Não bom de todo. A mulher do exército. Ela viu alguma coisa. Não sei o quê, mas viu

alguma coisa errada. Ela concede uma atenção a ele que sem dúvida não

concede aos outros.

O prisioneiro se sentou. Olhava para um livro de capa mole no qual

pensava como "re-vista", embora as coisas que estava vendo ou o fato de

não ser a primeira vez que as via nada representasse para Roland. O

pistoleiro não queria olhar para um livro, por mais que o que ele continha

fosse impressionante; queria olhar para a mulher de uniforme do exército.

O impulso de se adiantar e assumir o controle era muito grande. Mas ele

resistiu... pelo menos por um instante.

O prisioneiro tinha ido a algum lugar e conseguido uma droga. Não

a droga que ele próprio tomava, nem nada capaz de ajudar a curar o corpo

doente do pistoleiro, mas uma droga que custava muito dinheiro porque

era ilegal. Ele daria essa droga ao irmão, que por sua vez a daria a um

homem chamado Balazar. O pacto se completaria quando Balazar desse a

eles o tipo de droga que os dois tomavam — se, é claro, o prisioneiro

conseguisse executar corretamente um ritual desconhecido para o pistoleiro

(e um mundo tão estranho quanto aquele devia necessariamente ter mui-

tos rituais estranhos); o ritual se chamava Passar pela Alfândega.

Mas a mulher o está vendo.

Será que ela poderia impedi-lo de Passar pela Alfândega? Roland achou

que a resposta provavelmente era sim. E depois? Prisão. E se o prisioneiro