A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Argumento
LE MORT: O EMPURRADOR
1. REMÉDIO AMARGO
2. O POTE DE MEL
3. ROLAND TOMA SEU REMÉDIO
4. A ESCOLHA
EMBARALHADA FINAL
POSFÁCIO
ARGUMENTO
A Escolha dos Três é o segundo volume de uma longa história
chamada A Torre Negra, uma história inspirada por e até certo ponto
baseada no poema dramático de Robert Browning "Childe
Roland to the Dark Tower Carne" (que por sua vez faz referência
a Rei Lear).
O primeiro volume, O Pistoleiro, conta como Roland, o último
pistoleiro de um mundo que "seguiu adiante", finalmente se defronta
com o homem de preto... um feiticeiro que vinha caçando há muito,
muito tempo — embora ainda não saibamos exatamente quanto
tempo. Acabamos descobrindo que o homem de preto é um sujeito
chamado Walter, que falsamente se dizia amigo do pai de Roland
naqueles dias antes de o mundo seguir adiante.
O objetivo de Roland não é essa criatura semi-humana, mas
sim a Torre Negra; o homem de preto — e, mais especificamente,
o que o homem de preto sabe — é apenas o primeiro passo em
sua jornada para aquele misterioso lugar.
Quem, exatamente, é Roland? Como era seu mundo antes de
"seguir adiante"? O que é a Torre e por que ele a persegue? Só
temos respostas fragmentárias. Roland é um pistoleiro, uma
espécie de cavaleiro, um dos encarregados de preservar um mundo
de que Roland se lembra como "cheio de amor e luz"; de impedir que
ele siga adiante.
Sabemos que Roland se viu obrigado a provar
prematuramente sua maturidade após descobrir que a mãe se
tornara amante de Marten, um feiticeiro muito mais poderoso que
Walter (que, sem que o pai de Roland soubesse, era o duplo de
Marten); sabemos que Marten planejou a descoberta de Roland,
esperando que ele fracassasse em sua prova de maturidade e
fosse "mandado para o Oeste"; sabemos que Roland triunfa em
seu teste.
O que mais sabemos? Que o mundo do pistoleiro não é
completamente diferente do nosso. Artefatos como bombas de
gasolina e certas canções ("Hey Jude", por exemplo, ou alguns
versos) sobreviveram, assim como costumes e rituais
estranhamente parecidos com os da visão romântica que temos do
Oeste americano.
E existe um umbigo que de alguma forma conecta nosso
mundo ao mundo do pistoleiro. Num posto de parada de uma trilha de diligências há muito abandonada, num vasto e estéril
deserto, Roland encontra um garoto chamado Jake que morreu
em nosso mundo. Um garoto que na realidade foi empurrado numa esquina de rua pelo ubíquo (e iníquo) homem de preto. A
última coisa de que Jake, que estava indo para a escola com a
mochila de livros numa das mãos e a merendeira na outra, se lem-bra de seu mundo — de nosso mundo — é ter sido esmagado pelas
rodas de um Cadillac... e morrer.
Antes de alcançar o homem de preto, Jake torna a morrer...
desta vez porque o pistoleiro, defrontado com o segundo mais
angustiante impasse de sua vida, prefere sacrificar esse filho
simbólico. Dada a necessidade de escolher entre a Torre e o menino, possivelmente entre a danação e a salvação, Roland
escolhe a Torre.
— Vá então — diz Jake antes de mergulhar no abismo. — Há
outros mundos além deste.
O confronto final entre Roland e Walter ocorre num gólgota
poeirento, cheio de ossos decompostos. O homem sombrio revela o futuro de Roland com um baralho de cartas de tarô. Essas
cartas, mostrando um homem chamado O Prisioneiro, uma mulher chamada Dama das Sombras e uma forma ainda mais
escura que é simplesmente a Morte ("mas não para você,
pistoleiro", diz o homem de preto), são profecias que constituem o tema deste volume... e o segundo passo na longa e difícil cami-
nhada de Roland rumo à Torre Negra.
O Pistoleiro termina com Roland sentado numa praia do
mar Ocidental, contemplando o pôr-do-sol. O homem de preto
está morto, o próprio futuro do pistoleiro parece incerto; A
Escolha dos Três começa nessa mesma praia, menos de sete horas
depois.