A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três
Balazar ergueu os olhos e sorriu para Cimi.
— Piasan — disse. — // Dio est bono; il Dio est maio; temps est poco-
poco; tu est une grande peeparollo.
— Si, senor— disse Cimi com um sorriso. — Io grande peeparollo; Io
vafanculo por tu.
— None va fanculo, catzarro — disse Balazar. — Eddie Dean va
fanculo. — Sorriu discretamente e começou a construir o segundo andar
de sua torre de cartas.
11
Quando a van parou no meio-fio perto do estabelecimento de Balazar,
Col Vincent estava por acaso olhando para Eddie. Viu algo impossível.
Tentou falar e sentiu que não ia conseguir. Sua língua tinha grudado no
céu da boca e tudo que pôde emitir foi um grunhido abafado. Viu os
olhos de Eddie passarem do castanho ao azul.
12
Dessa vez Roland não tomara a decisão consciente de tomar a frente.
Simplesmente dera o salto sem pensar, um movimento involuntário,
como pular de uma cadeira e pegar os revólveres se alguém arrombasse
sua sala.
A Torre!, pensou febrilmente. É a Torre, meu Deus, a Torre está no
céu, a Torrei Vejo a Torre no céu, desenhada em linhas vermelhas de fogo!
Cuthbert! Alan! Desmond! A Torre! A T...
Mas dessa vez sentiu Eddie se debater — não lutando contra ele, mas
tentando falar alguma coisa, tentando desesperadamente explicar algo a
ele.
O pistoleiro recuou, ouvindo — ouvindo desesperado, pois numa
praia, a uma desconhecida distância do espaço e tempo, seu corpo des-
provido de mente se contorcia, tremia como o corpo de um homem
experimentando um sonho do mais intenso êxtase ou do mais profundo
horror.