A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 98 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

— Também não queria que você pegasse…

— Também não queria que você pegasse — disse o pistoleiro com

uma curiosa delicadeza — , mas acho que nenhum de nós tem

alternativa. Vai haver tiroteio.

— Vai?

— Vai. — O pistoleiro olhou serenamente para Eddie. — Um bom

tiroteio, eu acho.

 

18

 

Balazar fora ficando cada vez mais nervoso. Tempo demais. Estavam lá dentro há muito tempo e tudo parecia silencioso demais. À distância, tal-

vez no edifício vizinho, pôde ouvir pessoas gritando umas com as outras e duas fortes detonações que pareciam fogos de artifício... Mas quando se está no negócio de Balazar, fogos de artifício não são a primeira coisa em

que o sujeito pensa.

Um grito. Fora um grito?

Não importa. Você não tem nada a ver com o que está acontecendo no

prédio vizinho. Está virando uma velha.

Mesmo assim, os indícios não eram bons. Nada bons.

— Jack? — gritou para a porta fechada do banheiro.

Não houve resposta.

Balazar abriu a primeira gaveta à esquerda da escrivaninha e pegou o

revólver. Não era um Colt Cobra, suficientemente compacto para se ajus-tar num coldre vertical; era um Magnum 357.

— Cimi! — gritou. — Quero você aqui!

Bateu a gaveta. A torre de cartas caiu fazendo um barulho suave,

suspirante. Balazar nem deu conta.

Cimi Dretto, com todos os seus 110 quilos, encheu a porta. Quando viu

que o Patrão havia pegado o revólver na gaveta, tirou imediatamente o seu de debaixo de um paletó xadrez, um paletó tão berrante que poderia causar quei-maduras na retina de quem cometesse o erro de olhá-lo por muito tempo.

— Quero Cláudio e Tricks — disse Balazar. — Traga-os depressa.

O garoto está aprontando alguma.

— Temos um problema — disse Cimi.

Os olhos de Balazar pularam da porta do banheiro para Cimi.