A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 142 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Ele iria sair do negócio de serrar…

CHEGA.

 

Ele iria sair do negócio de serrar ossos. Iria sair porque:

 

CHEGA ERA CHEGA.

 

Iria sair porque o lema de Popeye era isso é tudo que posso agüentar,

não posso suportar mais que isso, e Popeye estava certíssimo.

Deu a descarga no vaso, voltou para a cama, dormiu quase instanta-

neamente e acordou percebendo que ainda queria ser médico, e era muito

bom ter certeza disso, talvez o programa estivesse mesmo valendo a pena, quer o chamassem de Maratona de Emergência, Balde de Sangue ou Qual é a Música.

Ainda queria ser médico. Conhecia uma senhora que fazia bordados. Pagou-lhe dez dólares,

que não tinha para gastar, por um pequeno retângulo de tecido, de apa-

rência antiquada, dizendo:

SE VOCÊ PODE SUPORTAR ISTO,

PODE SUPORTAR QUALQUER COISA

Sim. Correto.

O sangrento negócio do metrô aconteceu quatro semanas depois.

 

— Era uma senhora esquisita pra cacete, sabia? — disse Júlio.

Por dentro, George suspirou de alívio. Se Júlio não houvesse puxado

o assunto, ele não teria dito nada. George era um interno e um dia seria médico habilitado, agora realmente acreditava nisso; mas Júlio era um

veterano de guerra e não se podia dizer uma coisa estúpida na frente de um veterano. O veterano se limitaria a rir e a comentar: Cara, eu vi essa merda milhares de vezes, garoto. Pegue uma toalha e enxugue atrás das ore-

lhas, porque está muito suado e o suor está escorrendo pelo lado do rosto.

Mas aparentemente Júlio não tinha visto aquilo milhares de vezes, o

que era bom, porque George queria conversar sobre o assunto.

— Era esquisita, sem dúvida. Era como se fosse duas pessoas.