A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 11 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Conservava-se atento ao que estava parado na…

Conservava-se atento ao que estava parado na areia. Quando o cabe-

lo caía em seu rosto, tirava-o dos olhos. A imagem parecia não estar se aproximando. O sol alcançou o ponto mais alto do céu, onde pareceu ficar por tempo demais. Roland imaginou que estava outra vez no deserto,

em algum lugar entre a última choça de colono

(a fruta musical quanto mais você come mais você toca)

e o posto de parada onde o garoto

(o seu Isaac)

tinha esperado sua chegada.

Os joelhos vergaram, se endireitaram, vergaram de novo, tornaram a

se endireitar. Quando o cabelo caiu outra vez em seus olhos, ele não se preocupou em tirá-lo; não teve a energia necessária. Olhou para o objeto,

que agora lançava uma sombra estreita em direção ao interior, e conti-nuou andando.

Então, febril ou não febril, pôde ver o que era.

Era uma porta.

A menos de quatrocentos metros dela, os joelhos de Roland fraque-

jaram de novo e dessa vez ele não conseguiu aprumar as juntas. Caiu; a mão direita se arrastou com força pela areia e pelas conchas, as pontas dos

dedos esbravejando quando as cascas recentes das feridas eram raspadas. Os tocos começaram a sangrar de novo.

Então ele rastejou. Rastejou com o ímpeto constante, o rugido e o

recuo do mar Ocidental em seus ouvidos. Usou os cotovelos e os joelhos, abrindo sulcos na areia, avançando sobre monturos do limo verde das algas que marcavam a linha da maré alta. Acreditou que o vento ainda

estivesse soprando — devia estar, pois os calafrios não paravam de lhe fustigar o corpo —, mas o único vento que conseguia ouvir era o sopro áspero que entrava e saía veloz de seus próprios pulmões.

A porta foi ficando mais perto.

Mais perto.

Finalmente, por volta das três horas daquele dia longo e frenético,

com sua sombra começando a se alongar para a sua esquerda, ele a alcan-

çou. Acocorou-se e olhou-a com ar fatigado.