A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Stephen King · Capítulo 68 de 274

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A Torre Negra, Vol. 2: A Escolha dos Três

Eddie se limitou a olhá-lo, agora sem…

Eddie se limitou a olhá-lo, agora sem coçar, sem fazer qualquer

movimento.

Uma brisa fraca soprou uma embalagem de quentinha pelo estacio-

namento. O barulho áspero de seu vôo deslizante e a batida ofegante dos

pistões mal regulados da van de entrega das pizzas eram os únicos sons.

O sorriso esperto de Col começou a vacilar.

— Suba aqui, Eddie — disse Jack sem olhar para o lado. — Vamos

dar um passeio.

— Por onde? — perguntou Eddie, com ar pensativo.

— Pela casa de Balazar. — Jack não olhava para o lado. Flexionou

uma vez as mãos sobre o volante. Um grande anel, todo de ouro maciço

com exceção da pedra de ônix que se destacava como olho de um inseto

gigante, cintilou no terceiro dedo de sua mão direita. — Ele quer saber

sobre a mercadoria.

— Está comigo. A salvo.

— Ótimo. Então ninguém tem nada com que se preocupar — disse

Jack Andolini, que continuou sem olhar para o lado.

— Acho que quero passar lá em cima primeiro — disse Eddie. —

Mudar de roupa, dizer alô ao Henry...

— E colocar alguma coisa na cabeça, aposto que sim — disse Col

mostrando o grande sorriso de dentes amarelos. — Só que não tem mais

nada lá para você tomar, meu chapa.

Chac?, o pistoleiro pensou na mente de Eddie, lembrando-se da per-

gunta da lagostrosidade, e ambos estremeceram um pouco.

Col observou o tremor e seu sorriso ficou mais largo. Ah, aí está,

afinal, dizia o sorriso. A boa e velha Dança da Fissura. Por um minuto,

fiquei sem saber onde ela estava, Eddie. Os dentes revelados pela nova ex-

pansão do sorriso não representavam nenhum melhoramento com rela-

ção aos anteriormente vistos.

— Por que está me dizendo isso?

— O Sr. Balazar achou melhor garantir que o lugar onde vocês mo-

ram estivesse limpo, cara — disse Jack sem olhar para o lado. Continuava

fixo no mundo à sua frente e alguns julgariam impossível um homem

daqueles ver alguma coisa. — Para o caso de alguém passar por lá.